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Clippings - 30/11/21

FPSO Guanabara pronto para partir

O FPSO Guanabara deve sair do estaleiro Dubai Dry Docks rumo à sua locação na segunda-feira (29/11). Destinado ao campo de Mero, na Bacia de Santos, onde irá operar para o consórcio formado pela Petrobras, Shell, Total, CNOOC e CNPC, a unidade da Modec já iniciou os procedimentos de mobilização e será trazido por barcos rebocadores.

A estimativa é que a viagem dure cerca de 60 dias. O FPSO Guanabara irá compor o módulo 1 de Mero, primeiro sistema definitivo do ativo, com previsão de entrada em operação entre o fim de março e o início de abril.

A unidade seguirá direto para o campo de Mero, iniciando a operação de mooring e, em seguida, a atividade de pull in dos poços. O sistema terá capacidade para produzir 180 mil barris/dia de óleo, podendo comprimir 12 milhões de m³/dia de gás. 

O FPSO Guanabara ficará interligado a 17 poços. O contrato de afretamento entre a Petrobras e a Modec foi assinado no final de 2017, sendo válido por 22 anos.

De acordo com o Plano Estratégico 2021-2025, o FPSO Guanabara estava programado para entrar em operação no final de 2021, mas a pandemia de Covid-19 acabou afetando o ritmo das obras no exterior. O atraso no cronograma do projeto foi antecipado pelo PetróleoHoje em fevereiro e, posteriormente, confirmado pela Petrobras em abril.  

Além do sistema de Mero 1, o consórcio Petrobras, Shell, Total, CNOOC e CNPC prevê a entrada em operação de mais três navios-plataformas no ativo, com capacidade para produzir 180 mil barris/dia de óleo e comprimir 12 milhões m³/dia de gás.

A lista inclui os FPSOs Sepetiba (módulo 2), com entrada em operação programada para 2023, o Marechal Duque de Caxias (módulo 3), previsto para 2024, e o Alexandre Gusmão (módulo 4), com primeiro óleo programado para 2025.

Atualmente, toda a atividade do ativo está limitada ao sistema de produção antecipado do FPSO Pioneiro de Libra. Operado pelo consórcio Ocyan/Altera, a unidade vem assegurando uma produção de cerca de 34 mil boe/dia.

Afora as novas unidades, o consórcio Petrobras, Shell, Total, CNOOC e CNPC remanejará, futuramente, o FPSO Pioneiro de Libra para uma nova área, próxima a Mero 2. Batizado de Mero Fator de Recuperação (FR), o sistema contará com dois poços.  

O campo de Mero foi descoberto a partir dos trabalhos exploratórios realizados na área de Libra, primeiro bloco licitado sob o regime de partilha de produção no Brasil.

Fonte: Revista Brasil Energia