A operação de descomissionamento do FPSO Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi concluída em abril, informou a SBM nesta quarta-feira (11/5). A plataforma, que recebeu taxas diárias de descomissionamento até o final do primeiro trimestre, será agora colocada à venda para conversão.
O FPSO Marlim Sul, que operava no campo homônimo, tem capacidade para produzir 100 mil barris/dia e estocar 1,8 milhão de barris. O campo de Marlim Sul foi descoberto em 1987 e começou a produzir em 1994. A área é explotada hoje pelas plataformas P-38, P-40, P-51 e P-56.
A SBM informou que a construção do FPSO Cidade de Saquarema no estaleiro Brasa, em Niterói (RJ), segue em andamento, com os trabalhos de montagem do topside da unidade se aproximando do fim. O contrato de afretamento do FPSO com a Petrobras é de 20 anos, iniciando-se em meados deste ano.
A companhia disse ainda que as discussões com as autoridades brasileiras e a Petrobras para o estabelecimento de um acordo continuam. A companhia, que registrou uma provisão de US$ 245 milhões no balanço de 2015, também coopera com o Justiça dos EUA nas investigações sobre irregularidades em contratos com a petroleira estatal.
Resultado
A SBM faturou US$ 442 milhões no primeiro trimestre, queda de 26,5% em relação ao mesmo perãodo do ano passado. A redução foi causada pelo declínio das atividades turnkey, cuja receita caiu 55% na comparação anual, e pela diminuição de pedidos em 2015 e 2016.
Já o faturamento do segmento de arrendamento e operação da empresa aumentou 7% no primeiro trimestre, para US$ 293 milhões. O crescimento foi puxado, entre outros fatores, pelo início de operação do FPSO Cidade de Maricá, no campo de Lula Alto, no pré-sal da Bacia de Santos.
Já com o trimestre terminado, a joint venture que opera o Cidade de Maricá recebeu US$ 140 milhões do cliente (Petrobras), dos quais US$ 78 milhões foram subtraídos do capex para os três primeiros meses do ano, que ficou em US$ 63 milhões.
Cenário
A companhia reiterou sua expectativa de receita de pelo menos US$ 2 bilhões em 2016, dos quais entre US$ 600 mil e US$ 700 mil virão do segmento turnkey e entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,4 bilhão da área de arrendamento e operação. Já o Ebitda deve girar em torno de US$ 750 milhões no ano.
Em termos de capex, a perspectiva é por aportes de US$ 90 milhões nas últimas três embarcações em construção. O capex programado exclui alterações no capital líquido de trabalho, bem como pagamentos antecipados por clientes para os FPSOs Cidade de Maricá e Cidade de Saquarema.