A Petrobras está estudando a utilização de FPSOs com capacidade para produzir 225 mil barris/dia e 18 milhões de m3/dia para os sistemas definitivos da área de Libra, no cluster do pré-sal da Bacia de Santos. A informação foi apresentada pelo gerente setorial de Naval e Engenharia de Processamento, Fabio Queiroz, durante palestra na OTC Brasil 2015, no Rio de Janeiro.
A estatal já entende que não será possível utilizar navios do tipo VLCC para fazer a conversão desse tipo de FPSO, que demandará a utilização de casco novo ou a conversão de navios ULCCs (Ultra Large Crude Carrier), que têm capacidade para cargas acima de 320 mil t de porte bruto.
Os primeiros cascos projetados pela empresa teriam capacidade para estocar 1,8 milhão de barris de óleo, algo muito parecido com a capacidade de armazemento das unidades de produção com que a empresa trabalha hoje. O FPSO Cidade de Ilhabela, que produz atualmente no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos, tem capacidade para armazenar 1,6 milhão de barris/dia.
O E&P da Petrobras projeta hoje a instalação de 12 FPSOs na área de Libra, sendo um para Teste de Longa Duração – contratado com o consórcio Odebrecht/Teekay e que vai entrar em produção em 2017 – e outro piloto, atualmente em licitação, que vai entrar em operação em 2019. As dez outras unidades de produção serão instaladas entre 2020 e 2021. Segundo a gerente-executiva de Libra, Anelise Quintão, a entrada em operação do primeiro sistema de produção da área acontecera no primeiro trimestre de 2017. De acordo com a executiva, o FPSO de Libra iniciará sua viagem para o Brasil em dezembro de 2016.
“O grande número de turbomáquinas mostra o robusto desafio operacional e de manutenção”, comentou Queiroz, para uma plateia repleta de executivos do setor petróleo que assistiram ao último paniel da feira.