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Clippings - 13/07/18

FPSOs de Marlim são adiados por mais um mês

A tendência é que ainda seja aprovado um adiamento adicional. A Brasil Energia Petróleoapurou que a Petrobras trabalha internamente com a data de outubro. A licitação foi lançada em janeiro.

Esse é o segundo adiamento feito pela Petrobras na licitação de Marlim. A data original previa a abertura das propostas no dia 20 de junho.

Os dois FPSOs serão destinados ao projeto de revitalização do campo, sendo que um terá capacidade para produzir 80 mil b/d e comprimir 7 milhões de m³/d de gás (Marlim I) e outro (Marlim II) para 70 mil barris/dia e 4 milhões de m3/d de gás.

Os contratos de afretamento terão prazo de 25 anos e a obra de conversão não terá exigência de conteúdo nacional, por se tratar de projetos oriundos de áreas da rodada zero.

As unidades estão programadas para entrar em operação em 2021, segundo o plano de Negócios da Petrobras 2018-2022. O FPSO Marlim I terá que ser entregue em 974 dias, e a segunda unidade, em 1.065 dias, exatos três meses após a primeira.

Além da capacidade de produção de óleo, os novos FPSOs processarão um grande volume de líquidos. A planta de Marlim 1 terá capacidade para 310 mil b/d de líquidos e 270 mil b/d de água, enquanto a de Marlim 2 será equipada para 250 mil b/d de líquidos e 200 mil b/d de água.

Os novos FPSOs substituirão as sete plataformas que operam hoje no campo e produzem mais água que óleo. O projeto de revitalização prevê a perfuração de dez novos poços, sendo quatro em Marlim 1 e seis em Marlim 2, além do remanejamento de 21 poços produtores e 17 injetores para a primeira unidade e 19 produtores e 15 injetores para a segunda.

Outros FPSOs

Além da licitação para as duas unidades de Marlim, a Petrobras coordena concorrências voltadas ao afretamento de novos FPSOS para o Parque das Baleias, Mero e Búzios. À exceção de Mero, as licitações estão sendo conduzidas pelo sistema Petronect e foram lançadas antes da entrada em vigor da Lei 13.303.

A licitação do Parque das Baleias, na Bacia de Campos, prevê o afretamento de um FPSO com capacidade para produzir 100 mil bopd e comprimir 5 milhões de m³/dde gás. A data de entrega das propostas está marcada para o dia 20 de dezembro, já tendo sido adiada uma vez pela petroleira. O prazo de afretamento será de 22 anos e meio, com entrada em operação programada para 2021.

Já a licitação para a unidade de Mero 2 está com entrega de propostas agendada para 15 de outubro, mas não será surpresa se o consórcio de Libra optar por fazer uma nova prorrogação de prazo. Programado para iniciar operação em 2022, o FPSO terá capacidade para produzir 180 mil bopd e comprimir 12 milhões de m³/d de gás, com prazo de afretamento de 22 anos e cinco meses.

As empresas terão que apresentar duas propostas distintas, uma com percentual de conteúdo local mais alto e outra com compromissos reduzidos, sendo ambas direcionadas a topside, casco e engenharia. O consórcio dará prioridade por abrir as propostas com conteúdo local mais alto, abrindo as demais somente se os preços ficarem acima do orçamento previsto.

No caso do FPSO de Búzios V, as propostas comerciais foram abertas no fim de junho, e a Petrobras segue avaliando as planilhas. A Exmar apresentou o menor preço, mas até o momento o resultado da licitação não foi formalizado.

A unidade de Búzios V produzirá 180 mil bopd e processará 12 milhões de m³/d de gás, ficando afretada por 21 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. A entrada em operação do sistema está prevista para 2021.

Fonte: Revista Brasil Energia