A ANP aprovou o plano de desenvolvimento do campo de Frade, em águas profundas da Bacia de Campos. A Chevron terá até o dia 31 de dezembro para apresentar estudos que comprovem que o vazamento ocorrido em 2013 não afetou a recuperação final prevista, bem como projetos adicionais em análise sobre os volumes que já deixaram de ser produzidos.
Dentre as condicionantes previstas pela agência estão: aprovação da Superintendência de Segurança Operacional e Meio Ambiente para o projeto e perfuração dos poços; testes de injetividade; coleta e testes das amostras de fluidos do poço ODP4, independentemente da pressão encontrada no reservatório; e volume de injeção de água para os reservatórios N560D e N547U suficiente para permitir a manutenção da pressão dos reservatórios em até 15% abaixo da pressão de saturação do óleo.
Durante todo o perãodo produtivo da concessão, a Chevron deverá manter o monitoramento diário da pressão dos poços e enviar trimestralmente relatórios de acompanhamento e interpretação de sua variação de pressão, desde que as pressões e/ou razões gás-óleo (RGO) observadas não ultrapassem o limite de 10% de variação.
A companhia planeja contratar uma sonda para perfurar um novo poço de produção e dois de injeção a fim de aumentar a recuperação de óleo em Frade. A produção no campo atingiu um pico de mais de 70 mil barris/dia em 2011, logo antes de ser interrompida devido aos vazamentos. A produção ficou parada por 13 meses, entre 2012 e 2013 e, após retomada, o patamar de produção foi reduzido para cerca de 20 mil barris/dia. A Chevron opera Frade com 51,74% de participação. A Petrobras detém 30% e a Sojits tem os 18,26% restantes.