Regnier, Saltel e Courbis planejam plantas locais. Diretora da Business France destaca potencial de Libra
As francesas Regnier, Saltel e Courbis têm planos de investir € 10 milhões no Brasil nos próximos anos. As duas primeiras abrirão escritórios de representação e bases operacionais para prestação de serviços no país, enquanto a última instalará uma fábrica no interior de São Paulo.
A Courbis fornece enrigecedores e restritores de curvatura, acessórios utilizados em dutos submarinos. Já a Regnier fabrica e presta serviços de manutenção de cilindros hidráulicos, e a Saltel, serviços de intervenção de poços.
Com o incremento das operações brasileiras da Total, que adquiriu blocos na 11ª rodada da ANP e faz parte do consórcio Libra, no pré-sal, empresas francesas de pequeno e médio porte se movimentam para entrar no mercado brasileiro e fornecer para o setor.
Recentemente, a diretora da Business France, Muriel Pénicaud, veio ao Brasil para prospectar novas oportunidades de negócios. Em entrevista à Brasil Energia Petróleo & Gás, ela conta que um dos nichos de maior interesse no país é a área subsea, e que acredita que a Petrobras sairá fortalecida da atual crise.
O que é a Business France?
É uma agencia nacional francesa para internacionalização da economia. Nosso objetivo é apoiar empresas francesas a exportar e se internacionalizar, e buscar investidores estrangeiros para se instalar na França. No Brasil temos escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo.
Como foi a visita ao Brasil?
Além de prospectar negócios, nos encontramos com executivos da Petrobras para ter um feedback quanto à visita que fizeram ao polo de competitividade francês. Foi muito positivo: 19 companhias francesas foram qualificadas. Queremos desenvolver mais negócios e parcerias em pesquisa e desenvolvimento, tendo em vista projetos como o de Libra.
Qual a expectativa em relação ao mercado brasileiro de óleo e gás?
Existe um enorme potencial no médio e longo prazo. O Brasil será um dos grandes players na área de óleo e gás. Nossas grandes companhias já estão no país, mas empresas menores têm todas as condições de atuar como fornecedores na indústria local.
O baixo desempenho econômico do país e os problemas enfrentados pela Petrobras não assustam?
Investidores na área de óleo e gás precisam ter visão de longo prazo. Claro que há preocupações, mas outros países também têm problemas. Acredito que a Petrobras irá se recuperar e sairá fortalecida em termos de governança.
Como as empresas francesas pretendem entrar no mercado brasileiro?
A forma mais prática é via parcerias com empresas locais. Estamos trabalhando em um acordo de cooperação com o cluster subsea (projeto do governo do estado do Rio de Janeiro), por exemplo.