Os riscos causados à saúde pública pela exposição às emissões do processo de fraturamento realizado na exploração do gás de xisto são baixos, desde que as operações sejam administradas e regulamentadas adequadamente, afirmou a agência governamental de saúde britânica.
Numa avaliação do potencial impacto para a saúde causado pela fraturamento hidráulico, que envolve o bombeamento de água e produtos químicos para dentro de densas formações rochosas de xisto para forçar a saída de gás e óleo, a entidade Saúde Pública da Inglaterra (PHE, na sigla em inglês) disse que os impactos à saúde provavelmente são mínimos.
Como no momento não há fraturamento na Grí-Bretanha, o relatório da PHE examinou evidências de países como os Estados Unidos, e afirma que a maioria delas indica que qualquer risco à saúde normalmente decorre de falhas operacionais.
As evidências disponíveis atualmente indicam que os potenciais riscos à saúde pública pela exposição às emissões associadas ao processo de extração do gás de xisto são baixos se as operações forem administradas e regulamentadas adequadamente, disse o diretor do centro para a área de riscos químicos, de radiação e meio ambiente da PHE, John Harrison.
Construção e manutenção muito boas são essenciais para reduzir os riscos de contaminação da água subterrânea, acrescentou.
Interessado em estimular um boom de produção no estilo do que acontece nos EUA, e assim compensar as decrescentes reservas de gás e petróleo do Mar do Norte, o governo britânico liderado pelos conservadores vem apoiando o fraturamento como uma revolução energética que poderia criar empregos e reduzir os preços da energia.
Mas ativistas dizem que o governo deveria investir mais em energia renovável. Grupos defensores do meio ambiente vêm promovendo amplos protestos contra a exploração do xisto, argumentando que pode poluir as reservas de água e causar terremotos.
No começo do mês, o Greenpeace disse que iria incentivar os proprietários de terra britânicos a se unirem legalmente na oposição ao fraturamento, uma iniciativa que poderia fortalecer a oposição à exploração e aproveitamento do gás de xisto no país.
Em resposta ao relatório da PHE, Quentin Fisher, professor de geoengenharia do petróleo na Universidade de Leeds, disse que esse é mais um estudo sugerindo ser improvável a contaminação da água no subsolo durante a fraturamento.
O relatório traz ainda mais provas de que a produção de gás de xisto pode ser feita de modo muito seguro, acrescentou.