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Clippings - 18/02/21

Frontera e CGX planejam perfuração na Guiana

joint venture formada pela CGX e Frontera Energy planejam perfurar o poço de exploração Kawa-1 durante o segundo semestre deste ano, informou a segunda empresa em comunicado divulgado na última terça-feira (16/2). O poço está localizado no bloco Corentyne, no offshore da Guiana, cujo alvo está na trapa estratigráfica da idade Santoniano-Campania, que é interpretada como semelhante às descobertas ao leste do bloco 58, no Suriname.

“O projeto do poço está completo, a aquisição de itens de longo prazo está em estágios avançados e uma equipe técnica importante foi recrutada”, afirmou a Frontera no comunicado. Outros prospectos na parte norte do bloco também foram identificados e estão em avaliação pelas empresas.

No bloco Demerara, também na Bacia da Guiana-Suriname e operado pela joint venture, os trabalhos preparatórios para o poço de exploração Makarapan-1 continuam, sem data de perfuração definida até o momento. As companhias terão mais tempo neste bloco, uma vez que o governo guianense prorrogou o prazo das atividades exploratórias de fevereiro deste ano para fevereiro de 2022.

Os ativos são considerados de classe mundial, uma vez que o estudo dos recursos prospectivos dos blocos, feito pela McDaniel & Associates Consultants, identificou um volume médio de 6 milhões de boe sem risco e 1 milhão de boe com risco, sendo esses volumes equivalentes à participação consolidada da Frontera (82,6%).

Foram mapeados 32 prospectos, sendo 27 no bloco Corentyne e cinco no Demerara. O teor de fluido considerado para os prospectos é principalmente óleo (64%), gás natural (28%) e condensado (8%), com chance de descoberta variando entre 18% e 51%.

Os blocos Corentyne e Demerara, no offshore da Guiana (Créditos: CNW Group/Frontera Energy Corporation)
Os blocos Corentyne e Demerara, no offshore da Guiana (Créditos: CNW Group/Frontera Energy Corporation)

O offshore da Guiana é explorado por várias majors, como a Total (no bloco 58, onde acumula quatro descobertas) e pela ExxonMobil (no gigante Stabroek). Para o Brasil, em especial, o sucesso de seus vizinhos setentrionais alimenta a esperança de encontrar grandes reservatórios na Margem Equatorial.

Fonte: Revista Brasil Energia