O número de AHTSs no Brasil encolheu aproximadamente 25% no último ano, caindo de 71 para 54 embarcações entre janeiro de 2016 e o mês passado. A queda reflete a redução das atividades exploratórias no país, já que essas embarcações são utilizadas na ancoragem de plataformas.
No primeiro mês deste ano, a empresa brasileira de navegação (EBN) com maior número de AHTSs na frota era a DOF/Norskan, com dez unidades, seguida pela Bram/Alfanave, com oito barcos, e Maersk (seis).
Outra classe de embarcação que teve queda expressiva no perãodo foram os PSVs, cuja frota caiu de 168 para 149 unidades, numa redução anual de 12%. Esses barcos representam hoje 40% da frota nacional.
Por outro lado, a frota de OSRVs cresceu 7%, chegando a 44 barcos, ante os 41 de janeiro de 2016. Isso se explica pelas exigências ambientais que obrigam as petroleiras a manter esse tipo de embarcação para operar em eventuais situações de emergência.
A frota de apoio marítimo no país encerrou o mês de janeiro com 390 embarcações, oito barcos a dezembro. Em relação ao mesmo mês do ano passado, são quase 40 embarcações a manos, queda de aproximadamente 10%.
EBNs
A frota em águas nacionais é operada por 47 EBNs. Entre janeiro de 2016 e o mesmo mês deste ano, quatro delas deixaram de ter barcos no país: a Seacor, Marimar, Gulfmark e Deep Ocean. Nesse perãodo, passaram a ter barcos no Brasil a Bravo, a Internav, a Marlim e a Oceânica Eng e Consultoria.
Tirando os casos das empresas que zeraram a frota no perãodo, a companhia com maior variação negativa do número de embarcações no último ano foi a Acamin, com menos seis unidades, queda de 85%. Outras empresas com variações negativas mais expressivas foram a Bourbon, cuja frota caiu de 13 para quatro barcos (-70%); Deep Sea (-50%); Galáxia Marítima e Maersk, com redução de 40% cada uma.
A companhia que teve a maior redução em termos absolutos foi a Bravante, perdendo dez barcos no perãodo.
A Internacional Marítima foi a EBN com maior variação positiva, de 400%, com sua frota saltando de uma para cinco embarcações. Asgaard e OSM aparecem na sequência, com acréscimo de duas embarcações cada uma ante a frota de 2016.
Com o lançamento de barcos contratados pela Petrobras no Prorefam, a CBO/Oceana foi a empresa que acrescentou mais unidades à frota, com seis novas unidades. Caso semelhante foi o da Starnav, que também tem contratos no programa da estatal. A empresa ganhou cinco novas unidades no perãodo, assim como a Baru – que está finalizando seu programa de construção de FSV –, e da Marlin, que comprou embarcações da Norskan, susidiária da DOF no Basil.
Os novos barcos na frota da COB/Oceana elevaram a EBN ao segundo lugar no market share do apoio marítimo, com 27 embarcações ou 6,9% do total, ultrapassando a DOF/Norskan e a Bravante na comparação com o ano anterior. A companhia brasileira continua, contudo, distante da Bram/Alfanave, cuja frota é praticamente duas vezes maior, com 53 unidades, representando 13,6% da frota no país.
Perspectiva
O futuro em termos de demanda por barcos de apoio continua nebuloso, na opinião da vice-presidente executiva Abeam, Lilian Schaefer. “Havia uma perspectiva de reinício de contratações no início do ano, pelo que ouvimos de diretores da Antaq que conversaram com a Petrobras no fim de 2016. Mas nada oficial nos foi passado”, diz a executiva.
A análise da Brasil Energia Petróleo foi feita com base em dados da Abeam.