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Levantamento Abeam/Syndarma aponta que, em setembro, havia 366 barcos de apoio com bandeira nacional e 49 de bandeiras estrangeiras. Praticamente metade do total de embarcações operando em AJB corresponde a PSVs e OSRVs
A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras (AJB) encerrou setembro com um total de 415 embarcações, mesma quantidade que no mês anterior, segundo o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). Foram 366 embarcações de bandeira brasileira (88%) e 49 de bandeira estrangeira (12%), ante 365 brasileiras e 50 estrangeiras na posição de agosto de 2023. Em setembro do ano passado, a frota era composta por 374 embarcações de bandeira brasileira e 36 de bandeira estrangeira, totalizando 410 unidades.
Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 186 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 111 de bandeira brasileira. Cerca de 72 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.
Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.
De acordo com a publicação, a frota em setembro era composta por 47% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 195 barcos, mesmo número de agosto e dois a mais que em julho. Outros 15% eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem a 61 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) se mantiveram num total de 58 embarcações no período (14%), enquanto 26 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 18 PLSVs (lançamento de linhas), 18 RSVs (embarcações equipadas com robôs) e 18 MPSVs (multipropósito). Os demais segmentos de supplies somam uma fatia de 5%.
A Bram Offshore/Alfanave foi a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, com 69 unidades (7 são estrangeiras). A CBO, que opera 43 barcos de apoio de bandeira brasileira, uma a menos do que em agosto, segue na segunda posição nesta última atualização. Segundo o relatório, 25 embarcações de bandeira brasileira faziam parte da frota da Wilson Sons Ultratug em setembro, assim como nos meses anteriores de 2023. A Tranship teve a mesma quantidade de embarcações no período, uma a mais que em agosto.
A frota da OceanPact, com 24 barcos de pavilhão nacional cada, aparece na sequência da lista. A Starnav surge na sexta posição, com 22 unidades de bandeira brasileira. Em seguida vêm a DOF/Norskan com 20 unidades (17 de bandeira brasileira e 3 de bandeira estrangeira), a Camorim, que tinha nesse período 18 unidades de bandeira brasileira em sua frota, além da Bravante com 15 embarcações no pavilhão nacional.
A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 48 PSVs/OSRVs, 11 AHTS, dois PLSVs, dois RSVs, dois MPSVs, entre outras embarcações. A CBO é a empresa de apoio offshore que, em setembro, tinha mais AHTS: 13 embarcações desse tipo. A Tranship foi a empresa no período com mais embarcações LH/SV: 22 unidades, seguida pela Camorim, com 17. Entre os 18 PLSVs, 5 são operados pela DOF/Norskan, 4 pela DOF/Norkan, outros 4 pela Sapura e 3 pela Subsea7. Dos 18 PLSVs, destaque para DOF/Norskan e Sapura, com 4 unidades cada, e para a Subsea7 com 3 unidades.
Fonte: Revista Portos e Navios