
Arquivo/Divulgação
Unidades de apoio offshore sob bandeira nacional corresponderam a 86% do total em fevereiro, segundo relatório Syndarma/Abeam. PSVs e OSRVs totalizaram 200 barcos no período
A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras fechou fevereiro com um total de 435 embarcações, 4 embarcações a mais que no mês anterior e 16 unidades acima do registrado em fevereiro de 2023. De acordo com o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), 372 correspondiam a unidades de bandeira brasileira e 63 de bandeira estrangeira, na posição de fevereiro de 2024.
Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 188 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 114 de bandeira brasileira. Cerca de 76 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.
As embarcações com bandeira nacional representam 86% da frota de apoio offshore, ante 87% em janeiro, enquanto 14% correspondem a embarcações de apoio com bandeiras estrangeiras. Em janeiro, o levantamento Syndarma/Abeam havia identificado 431 embarcações, das quais 373 de bandeira brasileira e 58 de bandeiras estrangeiras. Em dezembro, eram 422 embarcações, das quais 368 de bandeira brasileira e 54 de bandeiras estrangeiras.
De acordo com a publicação, a frota em fevereiro era composta por 46% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 200 barcos. Outros 15% eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que agora correspondem a 64 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 59 unidades no período (14%), enquanto 26 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 18 RSVs (embarcações equipadas com robôs), 18 PLSVs (lançamento de linhas) e 22 MPSVs (multipropósito).
Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.
Fonte: Revista Portos e Navios