
Relatório mais recente Abeam/Syndarma registrou 193 PSVs e OSRVs, além de 56 AHTS, 25 FSVs e crew boats, 19 PLSVs, 18 RSVs e 16 MPSVs trafegando em AJB
A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras encerrou junho com um total de 410 embarcações, duas a mais que no mês anterior, segundo o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). Foram 361 embarcações de bandeira brasileira (89%) e 49 de bandeira estrangeira (11%), ante 363 brasileiras e 45 estrangeiras na posição de maio de 2023. Em junho do ano passado, a frota era composta por 374 embarcações de bandeira brasileira e 37 de bandeira estrangeira, totalizando 411 unidades.
Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 185 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 107 de bandeira brasileira. Cerca de 71 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.
Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.
O tamanho da frota ao final do primeiro semestre ficou estável em comparação a maio, que havia registrado 15 unidades a menos do que em abril. A redução de frota, de 423 para 408 entre abril e maio, em relação refletiu principalmente a venda de 17 embarcações da associada Starnav para a empresa Saam Towage. As embarcações foram empregadas no segmento de apoio portuário e, por esta razão, deixaram de integrar a frota de apoio marítimo no Brasil.
De acordo com a publicação, a frota em junho era composta por 47% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 193 barcos, duas a mais do que em maio. Outros 15% eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem a 62 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 56 unidades no período (14%), enquanto 25 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 19 PLSVs (lançamento de linhas), 18 RSVs (embarcações equipadas com robôs) e 16 MPSVs (multipropósito). Os demais segmentos de supplies somam uma fatia de 5%.
A Bram Offshore/Alfanave foi a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, com 67 unidades (6 são estrangeiras). A CBO, que opera 44 barcos de apoio, todos de bandeira brasileira, segue na segunda posição nesta última atualização. Segundo o relatório, 25 embarcações de bandeira brasileira faziam parte da frota da Wilson Sons Ultratug em maio, assim como nos meses anteriores de 2023.
Após o reposicionamento, a frota da Starnav se manteve, pelo segundo mês, com 24 barcos de pavilhão nacional — mesma quantidade das frotas da OceanPact e da Tranship, também somente de bandeira brasileira. Na sequência vem a DOF/Norskan com 21 unidades (17 de bandeira brasileira e 4 de bandeira estrangeira). Já a Camorim tinha nesse período 17 unidades de bandeira brasileira em sua frota.
A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 47 PSVs/OSRVs, 10 AHTS, dois PLSVs, dois RSVs, dois MPSVs, entre outras embarcações. A CBO é a empresa de apoio offshore que, em junho, tinha mais AHTS: 14 embarcações desse tipo. A Tranship foi a empresa no período com mais embarcações LH/SV: 22 unidades, seguida pela Camorim, com 16. Entre os 19 PLSVs, 5 são operados pela DOF/Norskan, 4 pela Sapura e 3 pela Subsea 7. Dos 18 RSVs, destaque para CBO e DOF/Norskan, com 5 unidades cada, e para a Oceanpact, com 3 unidades.
Fonte: Revista Portos e Navios