O relatório mensal da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) destacou que, ao final de junho, a frota era composta por 377 embarcações, das quais 340 de bandeira brasileira e 37 de outras bandeiras. A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras seguiu tendência de estabilidade no primeiro semestre de 2021, com 90% de bandeira nacional e 10% com bandeiras estrangeiras. Em comparação com dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 169 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 87 de bandeira brasileira. A associação estima em torno de 49 embarcações, originalmente de bandeiras estrangeiras, que tiveram suas bandeiras trocadas para bandeira brasileira nesse período.
Nem todas as unidades estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. Os dados foram obtidos junto a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000.
De acordo com a publicação, a frota em maio era composta por 47% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 178 barcos. Outros 19% eram LH (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem 70 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 43 unidades no período, enquanto 22 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 17 RSVs (embarcações equipadas com robôs) e 16 PLSVs (lançamento de linhas).
Em junho, a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, foi a Bram Offshore/Alfanave, com 54 unidades (apenas duas estrangeira), seguida pela CBO que totalizou 34 barcos de apoio (33 com bandeira brasileira) e pela Starnav, com 31 barcos de pavilhão nacional.
Segundo o relatório, 25 embarcações faziam parte da frota da Oceanpact, das quais 23 de bandeira brasileira e duas estrangeiras. A Wilson Sons Ultratug, com 23 embarcações de bandeira brasileira, e a DOF/Norskan, com 22 barcos de apoio (16 brasileiras e seis estrangeiras), aparecem na sequência. Já a Tranship tinha nesse período 21 unidades em sua frota, todas de bandeira brasileira. Confira abaixo as empresas com mais participação na frota de apoio offshore em junho:
Fonte: Revista Portos e Navios
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