
Arquivo/Divulgação
Em relação a março de 2022, houve incremento de 12 embarcações, segundo levantamento do Syndarma/Abeam, mantendo 90% sob bandeira brasileira. AHTS (manuseio de âncoras) somaram 56 unidades no período (14%)
A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras fechou o primeiro trimestre de 2013 estável, com um total de 418 embarcações, mesma quantidade que em janeiro e fevereiro e uma a menos do que em fevereiro. Em relação a março de 2022, houve um incremento de 12 embarcações, segundo o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). Foram 378 embarcações de bandeira brasileira (90%) e 40 de bandeira estrangeira (10%), ante 377 brasileiras e 42 estrangeiras na posição de fevereiro de 2023.
Em dezembro passado e janeiro de 2023, o levantamento Syndarma/Abeam havia identificado 418 embarcações, das quais 377 de bandeira brasileira e 41 de bandeiras estrangeiras. Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 183 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 106 de bandeira brasileira. Cerca de 69 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.
Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.
De acordo com a publicação, a frota em março era composta por 45% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 187 barcos, uma a menos do que em fevereiro. Outros 19% eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem a 79 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 56 unidades no período (14%), enquanto 25 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 18 RSVs (embarcações equipadas com robôs), 17 PLSVs (lançamento de linhas) e 14 MPSVs (multipropósito). Os demais segmentos de supplies somam uma fatia de 22%.
A Bram Offshore/Alfanave continua sendo a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, com 66 unidades (6 são estrangeiras). A CBO, que opera 44 barcos de apoio, todos de bandeira brasileira, segue na segunda posição nesta última atualização. A Starnav vem em seguida, com 42 barcos de pavilhão nacional, conforme em janeiro e fevereiro, e com um a mais que em dezembro.
Segundo o relatório, 25 embarcações de bandeira brasileira faziam parte da frota da Wilson Sons Ultratug em março, assim como nos dois meses anteriores. A OceanPact e a Tranship, ambas com 24 barcos de apoio de bandeira brasileira cada, e a DOF/Norskan com 22 unidades (17 de bandeira brasileira e 5 de bandeira estrangeira) aparecem na sequência. Já a Camorim tinha nesse período 17 unidades em sua frota, todas de bandeira brasileira.
A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 46 PSVs/OSRVs, 10 AHTS, dois PLSVs, dois RSVs, dois MPSVs, entre outras embarcações. A CBO é a empresa de apoio offshore que, em março, tinha mais AHTS: 14 embarcações desse tipo. A Tranship foi a empresa no período com mais embarcações LH/SV: 22 unidades, seguida pela Starnav, com 17, e pela Camorim, com 16.
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Fonte: Revista Portos e Navios