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Abeam destaca que 90% das embarcações são registradas em bandeira nacional e 10% com bandeiras estrangeiras. Ao final do segundo mês de 2021, 176 barcos de apoio correspondiam a PSVs e OSRVs. Outras 70 unidades dedicadas ao manuseio de linhas e amarrações.
O relatório mensal da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) destaca que, ao final de fevereiro, a frota era composta por 372 embarcações, sendo 334 de bandeira brasileira e 38 de outras bandeiras. A frota de apoio marítimo em águas brasileiras se manteve estável nos primeiros meses de 2021, com 90% de bandeira nacional e 10% com bandeiras estrangeiras. Em comparação com dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 166 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 85 de bandeira brasileira. A publicação estima em torno de 45 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, que tiveram suas bandeiras trocadas para bandeira brasileira nesse período.
Nem todas as unidades estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou mesmo fora de operação. Os dados foram obtidos junto a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000.
De acordo com a publicação, a frota em janeiro era composta por 47% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 176 barcos. Outros 19% eram LH (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem 70 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 42 unidades no período, enquanto 22 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 17 RSVs (embarcações equipadas com robôs) e 16 PLSVs (lançamento de linhas).
Em fevereiro, a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, foi a Bram Offshore/Alfanave, com 53 unidades (apenas uma estrangeira), seguida pela CBO que totalizou 32 barcos de apoio com bandeira brasileira e pela Starnav, com 31 barcos de pavilhão nacional.
Segundo o relatório, 24 embarcações faziam parte da frota da Oceanpact, das quais 21 de bandeira brasileira e três estrangeiras. A Wilson Sons Ultratug, com 23 embarcações de bandeira brasileira, e a DOF/Norskan, com 21 barcos de apoio (16 brasileiras e cinco estrangeiras), aparecem na sequência. Já a Tranship tinha nesse período 21 unidades em sua frota, sendo 20 de bandeira brasileira e uma estrangeira. Confira abaixo as empresas com mais participação na frota de apoio offshore em fevereiro:
Fonte: Revista Portos e Navios
