Arquivo/Divulgação CBO
Abeam contabilizou em seu relatório 8 unidades de bandeira estrangeira a mais do que em fevereiro e manutenção de embarcações de pavilhão nacional em relação aos três últimos meses. Metade dessas embarcações adicionais fez CBO avançar para segunda posição em número de barcos de apoio.
A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras encerrou março ultrapassando 400 unidades. O relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) aponta um total de 406 embarcações, ante 398 em fevereiro, 395 em janeiro e 393 em dezembro. Do total do último levantamento, 361 unidades são de bandeira brasileira, número que se mantém desde dezembro do ano passado, e 45 de bandeira estrangeira, oito a mais que em fevereiro. Metade dessas embarcações adicionais fez a CBO avançar para a segunda posição entre empresas com maior número de barcos de apoio offshore operando em águas nacionais.
Com o aumento da quantidade de embarcações de bandeira estrangeira, o percentual delas na frota avançou de 9% para 11%, enquanto as unidades com bandeira brasileira passaram de 91% para 89% nesse último registro. O número de embarcações de bandeira estrangeira passou de 32 em dezembro de 2021 para 34 em janeiro e 37 em fevereiro.
Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 174 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 99 de bandeira brasileira. Cerca de 56 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.
Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.
De acordo com a publicação, a frota em março era composta por 45% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 182 barcos, dois a mais que em fevereiro. Outros 19% eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que agora correspondem a 77 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 50 unidades no período (12%), enquanto 23 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 18 PLSVs (lançamento de linhas), 17 MPSVs (multipropósito) e 16 RSVs (embarcações equipadas com robôs).
A Bram Offshore/Alfanave, do grupo norte-americano Edison Chouest, segue como a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, com 58 unidades (apenas duas estrangeiras), agora seguida pela CBO, que passou a operar 44 barcos de apoio, considerando as 40 unidades de bandeira brasileira e com o acréscimo de quatro unidades de bandeira estrangeira em relação ao relatório de fevereiro.
A Starnav, com 40 barcos de pavilhão nacional, um a menos que no relatório anterior, vem na sequência dessa lista. Segundo o relatório, 28 embarcações faziam parte da frota da Oceanpact em março, das quais 26 eram de bandeira brasileira e duas estrangeiras. A DOF/Norskan, com 23 barcos de apoio (17 de bandeira brasileira e seis estrangeiras), e a Wilson Sons Ultratug, com 23 embarcações de bandeira brasileira, vêm logo em seguida. Já a Tranship tinha nesse período 21 unidades em sua frota, todas de bandeira brasileira.
A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 40 PSVs/OSRVs, nove AHTS, dois PLSVs, dois RSVs, entre outras embarcações. A CBO é a empresa de apoio offshore que, em março, tinha mais AHTS: 14 embarcações desse tipo. A Tranship permanece como a empresa com mais embarcações LH/SV: 20 unidades. Confira abaixo a quantidade e os tipos de embarcações da frota de cada empresa, entre as associadas Abeam.
Fonte: Revista Portos e Navios
