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Relatório da Abeam aponta que, em outubro, 45% correspondiam a PSVs e OSRVs, totalizando 178 barcos. Outros 20% eram LHs e SVs.
A frota de apoio marítimo em águas jurisdicionais brasileiras totalizou 392 embarcações no final de outubro, ante 388 em setembro. De acordo com o relatório da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam), 355 correspondem a unidades de bandeira brasileira e 37 de bandeira estrangeira. Em relação a dezembro de 2015, quando a demanda começou a ser impactada pela retração no setor de petróleo e gás, foram desmobilizadas 169 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 96 de bandeira brasileira. Cerca de 52 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para o pavilhão nacional nesse período.
Com as quatro unidades adicionais em relação a setembro, a frota de apoio offshore com bandeira nacional chegou a 91%, enquanto a 9% correspondem a embarcações de apoio com bandeiras estrangeiras. Em setembro, o levantamento da Abeam havia identificado 388 embarcações, das quais 351 de bandeira brasileira e 37 de bandeiras estrangeiras. Em agosto, eram 387 embarcações, das quais 349 de bandeira brasileira e 38 de bandeiras estrangeiras.
Nem todas as unidades listadas na publicação estão em operação, pois o relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, estar no mercado spot, em manutenção ou fora de operação. O relatório não considera embarcações dos tipos lanchas, pesquisa, nem embarcações com porte inferior a 100 TPB ou BHP inferior a 1.000. Os dados foram obtidos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), à Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC), publicações especializadas e informações das empresas.
De acordo com a publicação, a frota em outubro era composta por 45% de PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 178 barcos. Outros 20% eram LHs (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que agora correspondem a 78 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 48 unidades no período (12%), enquanto 23 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 17 RSVs (embarcações equipadas com robôs) e 16 PLSVs (lançamento de linhas).
A Bram Offshore/Alfanave continua a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, com 56 unidades (apenas duas estrangeiras), seguida pela Starnav, com 41 barcos de pavilhão nacional e pela CBO, que totalizou 38 barcos de apoio (37 com bandeira brasileira).
Segundo o relatório, 27 embarcações faziam parte da frota da Oceanpact, das quais 25 eram de bandeira brasileira e duas estrangeiras. A Wilson Sons Ultratug, com 23 embarcações de bandeira brasileira, e a DOF/Norskan, com 22 barcos de apoio (16 de bandeira brasileira e seis estrangeiras), aparecem na sequência. Já a Tranship tinha nesse período 21 unidades em sua frota, todas de bandeira brasileira.

A frota da Bram/Alfanave, segundo o relatório, conta com 39 PSVs/OSRVs, nove AHTS, dois RSVs, entre outras embarcações. A CBO é a empresa de apoio offshore que, em outubro, tinha mais AHTS: 12 embarcações desse tipo — duas a mais ante setembro. A Tranship foi a empresa no período com mais embarcações LH/SV: 20 unidades. Confira abaixo a quantidade e os tipos de embarcações da frota de cada empresa, entre as associadas Abeam.

Fonte: Revista Portos e Navios
