A frota de PSVs/OSRVs e AHTSs no Brasil ficou significativamente mais verde e amarela em 2016. Em outubro, dos 198 PSVs/ OSRVs no país, 82% tinham bandeira nacional, aumento de 24 pontos percentuais (p.p.) ante o mesmo mês de 2015. No caso dos AHTSs, cuja frota em outubro era de 70 barcos, o crescimento é de 13 p.p. na mesma base de comparação.
Juntas, essas classes de embarcações respondem por 66% do total de barcos de apoio marítimos em águas brasileiras, hoje em torno de 405 embarcações, segundo dados da Abeam. O número é praticamente o mesmo de setembro, quando havia 406 barcos no país, mas é quase 10% inferior se comparado às 445 embarcações do mesmo mês em 2015.
No fim de outubro deste ano, 73% da frota de apoio marítimo do país tinha bandeira brasileira, crescimento de quase 20 pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano passado. O aumento se deve à retração da demanda no setor petróleo e o consequente bloqueio de barcos estrangeiros por modelos similares nacionais.
Na comparação anual, a frota que mais perdeu embarcações foi a de PSVs/OSRVs, que caiu de 224 para 198 unidades, queda de 12%. Ainda assim, a participação dessas classes de embarcações permaneceu a mesma na prática, respondendo por cerca de 50% do total. Outras classes de barcos que encolheram foram LH/SVs, com 11 barcos a menos ante 2015 (-15%); e AHTSs, (8/-10%).
As frotas de embarcações do tipo Crew/FSV e WSV foram as únicas que apresentaram crescimento entre outubro de 2015 e o mesmo mês deste ano. A primeira ganhou quatro unidades no perãodo, num aumento de 17%, e a última, um barco (+20%). As frotas de MPSVs, PLSVs, RSVs e DSVs mantiveram-se no mesmo patamar.