
Após um ano e quatro meses de obras de adaptação no estaleiro Drydocks World, em Dubai, o FSO Pargo chegará ao Brasil em março. A unidade da Perenco Brasil irá integrar o sistema de escoamento do Polo Pargo, na Bacia de Campos, permitindo que a petroleira tenha maior flexibilidade na comercialização da sua produção, hoje vendida integralmente para a Petrobras.
Adquirido no processo de desinvestimento da Petrobras, em 2019, o Polo Pargo contempla os campos de Pargo, Carapeba e Vermelho. A produção do complexo totaliza 12 mil bpd de óleo, sendo que a meta da Perenco Brasil é atingir a marca de 15 mil bpd até o final de 2023.
O FSO Pargo deixou Dubai com destino ao Brasil no domingo (15). A previsão é de que a unidade chegue ao Brasil na primeira quinzena de março, seguindo direto para a locação.
Embora a operação de instalação esteja programada para ocorrer em abril, o FSO Pargo só entrará em operação em agosto, após a realização de algumas atividades e da aprovação final das autoridades brasileiras. Durante esse período, a Perenco Brasil irá trabalhar na ancoragem do navio e na sua conexão com a plataforma de Pargo, que hoje coleta a produção dos três campos.
Até agosto, o escoamento da produção do Polo Pargo continuará sendo através dos dutos da Petrobras. A partir da entrada em operação do FSO Pargo, a Perenco Brasil terá duas opções de rotas de escoamento, passando a ter margem de manobra para negociações comerciais de venda da sua produção de óleo do projeto.
Capacitado para armazenar até 750 mil bpd de óleo, o FSO Pargo foi convertido a partir do navio de carga do tipo Aframax, que possui casco duplo e foi construído em 2004. A unidade integra um dos principais esforços do plano de desenvolvimento do Polo Pargo, que exigiu investimentos totais de US$ 400 milhões.
O FSO Pargo será ancorado em águas rasas da Bacia de Campos, a 2,8 km da plataforma de Pargo. A obra de adaptação da unidade contemplou a instalação de um turret externo, heliponto, skid de medição, guindaste extra, novo sistema de descarga e todo o aparato necessário para o duto de exportação, assegurando mais 20 anos de vida útil.
Desde que assumiu a operação do polo, a Perenco Brasil vem investindo em operações de workover. A petroleira mantém três sondas próprias de intervenção operando direto no ativo, o que permitiu que a produção saltasse de 2,8 mil bpd de óleo para 12 mil bpd.
No momento, a Perenco Brasil vem trabalhando na instalação de dois novos dutos no sistema, interligando os campos de Carapeba e Vermelho à plataforma de Pargo. Paralelamente às campanhas de intervenção, também são realizadas operações de modernização do sistema de tratamento de água e retomada operacional das plataformas Vermelho 1 e 2.
Além de todo o trabalho de revitalização, a Perenco Brasil desenvolve estudos de avaliação dos reservatórios para potenciais novos plays.
O plano de desenvolvimento do Polo Pargo foi aprovado pela ANP em 2021, quando foi estendido o prazo das três concessões até 2040. A Perenco opera o ativo, detendo 100% de participação.
Fonte: Revista Brasil Energia