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Clippings - 18/12/17

Fugro e Petrustech lideram licitações de AUVs

A holandesa Fugro e brasileira Petrustech Óleo e Gás apresentaram os menores preços nas licitações da Petrobras para contratação de campanhas com AUV (robô submarino de operação autônoma) em Libra e no campo de Roncador, respectivamente.

Na concorrência relativa ao ativo da Bacia de Campos as posições seguintes foram ocupadas pela Bratexco Representações e Serviços, DOF Subsea, Gardline, CP+ e o grupo EGS.

Já no bid para o prospecto do cluster do pré-sal os demais colocados foram, nesta ordem, DOF Subsea, Gardline, Bratexco, Petrustech e CP+.

A expectativa é que os serviços de aquisição de dados geofísicos sejam iniciados em 2018.

Economia

A Petrobras tem apostado na utilização de AUVs como forma de obter melhores resultados e redução de custos em suas campanhas de mapeamento submarino.

Uma solução pioneira adotada pela equipe de técnicos da Gerência de Geodésia, ligada à diretoria de Desenvolvimento da Produção & Tecnologia (DP&T), já resultou em uma economia de US$ 10,750 milhões para a companhia

O método consiste na utilização de AUVs associados a sonares de abertura sintética (SAS) para o levantamento de instalações submarinas.

O método otimiza o uso tradicional dos veículos de operação remota (ROVs), que, além de serem conectados fisicamente a uma embarcação de apoio, apresentam velocidade de mapeamento inferior à dos AUVs, gerando uma economia de 70%.

“O diferencial do projeto foi o emprego associado do AUV ao SAS e a uma câmera fotográfica de alta resolução no mapeamento de dutos e outras instalações submarinas”, explica o engenheiro Luisnei Martini, responsável pela condução técnica do projeto.

Descomissionamento

Os engenheiros da Petrobras visualizam um ganho ainda maior no futuro, com redução de custos de projetos de revitalização e descomissionamento de campos maduros. Por serem áreas antigas, essas regiões não costumam dispor de cadastros submarinos completos, devido à limitação da tecnologia empregada anteriormente (ROVs).

Cenário favorável

Rafael Coelho, diretor da ASV Global — fornecedora de embarcações autônomas de superfície (ASVs) para apoiar operações de AUV –, enxerga um cenário favorável para aplicação da tecnologia no país.

“Estamos focando esforços em engenharia no Brasil para desenvolver barcos maiores, de 20 m a 24 m, voltados ao mercado offshore’, conta o executivo.

Fonte: Revista Brasil Energia