O número de fusões e aquisições no setor de energia renovável voltou a subir, após um 2009 fraco por conta da crise.
No primeiro trimestre, houve um aumento de 145% em volume de negócios, ante o mesmo perãodo de 2009, segundo a pesquisa anual de fusões e aquisições no setor, feita anualmente pela KPMG International, que será divulgada hoje. Em valores, a alta foi de 63%: US$ 14,3 bilhões de janeiro a março em relação a US$ 8,8 bilhões do ano anterior.
Apesar do cenário favorável, o estudo também aponta que o setor ainda sofre com as condições de crédito globalmente.
O número de investidores ainda é limitado devido ao encarecimento do capital, segundo Renato Pereira, sócio-diretor de fusões e aquisições da KPMG no Brasil. Apesar da expectativa de que os financiamentos melhorem, as empresas que conseguem acesso a financiamento estão encontrando custos bem maiores do que três anos atrás.
A energia eólica ainda registra número significativo de transações, enquanto a biomassa desponta como tendência global nos próximos 18 meses. Grandes companhias estimam aquecimento dos negócios na área.
Para o Brasil, a expectativa é de aquecimento. O país tem imensa perspectiva de negócios tanto em energia eólica quanto em biomassa, pois são setores que ainda têm muito que ganhar em tecnologia para explorar o potencial, diz Pereira.
O volume de transações deve crescer neste ano. A crise europeia pode acarretar mudanças e recursos para o Brasil.