Em um passo decisivo para viabilizar a mudança no controle acionário do aeroporto do Galeão, no Rio, o governo federal aprovou ontem a reprogramação do pagamento da outorga pela concessionária.
O aval do Ministério dos Transportes abre caminho para a venda da participação da Odebrecht no negócio à chinesa HNA e também deve destravar o empréstimo de longo prazo do BNDES.
A Rio Galeão pretende quitar hoje uma parcela de R$ 920 milhões referente ao valor da outorga do ano passado, que estava em atraso e vinha provocando conflitos no governo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) queria executar imediatamente as garantias financeiras, no valor de R$ 400 milhões, apresentadas pela empresa para a assinatura do contrato de concessão do aeroporto. O Palácio do Planalto precisou intervir e colocar um freio nos planos da agência.
O Valor apurou que a Infraero, sócia no Galeão com 49% do capital, fez ontem mesmo um aporte proporcional à sua participação para endossar o pagamento da dívida. Na parcela privada do aeroporto (51%), a Odebrecht Transport detém 60% e a operadora Changi, de Cingapura, os 40% restantes. Página B2