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Clippings - 07/06/13

Galp avalia o reservatório de Libra

Sócia da Petrobras em vários campos do pré-sal, a portuguesa Galp Energia está avaliando os dados de Libra, reservatório que será leiloado para partilha de produção. O presidente da empresa, Manuel Ferreira de Oliveira, disse que no momento existem estudos e a estratégia da Galp de apostar na sua expansão no Brasil, sempre em parcerias para diminuir riscos, e nunca sem a Petrobras. Segundo ele, ainda não existe nenhum joint bidding agreement (JBA) assinado com outras empresas para o leilão de partilha, marcado para outubro.

Os geólogos e geofísicos estão interpretando as informações sobre Libra. Temos também o privilégio de ter muita informação sobre essa zona da bacia de Santos e temos uma certa capacidade de extrapolação de alguma informação qualificada. Mas sobre isso não posso dizer mais nada. Temos que esperar que o leilão ocorra, disse Ferreira ao Valor.

O executivo português informou também que não há obrigação entre a Galp e a chinesa Sinopec de concorrerem juntas no leilão através da Petrogal Brasil, a joint venture da qual a chinesa tem 30%, para investir em áreas exploratórias no país. A Sinopec também é sócia da Repsol no Brasil. Nessa parceria cada parte tem todo o grau de liberdade de ir em conjunto. A Petrogal Brasil é a parceria, ou podemos participar da licitação em separado. Não há nenhum compromisso, formal ou informal, que determine a atuação de uma certa forma, explicou, evitando especular sobre valores.

Na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada em maio, a Galp ofereceu bônus de R$ 37,85 milhões pela participação como sócia de nove blocos. O compromisso com investimentos no Programa Exploratório Mínimo (PEM) das áreas, é de R$ 126,28 milhões.

O orçamento da Galp para exploração e avaliação de descobertas em 2013 é de US$ 350 milhões a US$ 400 milhões. A empresa prevê investimentos de € 8 bilhões no perãodo de cinco anos entre 2013 e 2017. A maior parte é destinada ao Brasil, onde estão a companhia é sócia da Petrobras em campos gigantes do pré-sal como Lula, Cernambi e Carcará, no BM-S-8, só para citar alguns.

Atualmente a empresa compra em Moçambique, Angola e Brasil os cerca de 330 mil a 350 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, dos quais 100 mil boe de gás, que Portugal consome. O óleo é processado nas duas refinarias de Portugal. O objetivo é chegar a 2020 produzindo 300 mil barris de óleo por dia, ante os 25 mil barris/dia produzidos atualmente, a maior parte vinda do pré-sal brasileiro. Novas áreas buscam manter esse patamar nas décadas seguintes.