Segundo executivo da parceira da Petrobras, meta é elevar o fator de recuperação do maior campo do país
A Petrobras deve perfurar ao menos dez novos poços no campo de Lula, na Bacia de Santos, informou o diretor de Operações de Upstream da Galp, Thore E. Kristiansen, durante conferência com analistas na terça-feira (18/2). Segundo o executivo da petroleira portuguesa, que detém fatia de 9,2% em Lula, a meta é ampliar o fator de recuperação do ativo de 34% para 40%.
O país continuará a representar a maior parte da produção da companhia na próxima década, cujo crescimento previsto até 2030 é de 10% ao ano.
Fonte: Galp
Um dos projetos em que a Galp está presente no Brasil é o campo de Bacalhau, cuja decisão final de investimento deve ser feita este ano, com FPSO já contratado com a Modec. A portuguesa tem participação de 20% no consórcio, em parceria com a Equinor (operadora, com 40% de participação) e ExxonMobil (40%). O primeiro óleo do campo deve ser produzido entre o final de 2023 e início de 2024.
Neste ano, a companhia espera os resultados do poço Araucária, no bloco Uirapuru, e o início da produção de Atapu I (P-70), ambos na Bacia de Santos.
Para os anos seguintes, estão em vista o início da produção de Sépia I e uma campanha de avaliação em Sururu (BM-S-11A) para 2021; produção em Oeste de Lula e em Bacalhau I entre 2022 e 2025; e Bacalhau II, Sururu e Júpiter (BM-S-24) a partir de 2025.
Sobre a greve dos petroleiros no Brasil, que já está em seu 18º dia, o presidente da Galp, Carlos Gomes da Silva, declarou que, até agora, o movimento grevista não impactou a produção da companhia.
Fonte: Revista Brasil Energia