
Os recém-adquiridos projetos de energia solar da Galp no Brasil devem demandar investimentos entre € 500 mil e € 700 mil por MW, informou o diretor executivo da companhia, Andy Brown, em conferência com investidores na segunda-feira (25/10). “Mas esperamos obter financiamento de 65% a 70% também, então a contribuição de capital é muito menor”, declarou.
Localizados na Bahia e no Rio Grande do Norte, os projetos marcam a estreia da companhia no segmento no Brasil, onde está presente há mais de 20 anos no E&P, têm capacidade de 282 MW e 312 MW, respectivamente, com expectativa de início das operações em 2025. Até 2030, a Galp pretende alcançar geração de 12 GW em energias renováveis.
Os projetos no Brasil e na Península Ibérica serão desenvolvidos pela companhia e, quando estiverem em operação, a Galp deve considerar vender parte de sua participação. “Falamos da diluição de 50% do nosso portfólio no patamar de 12 GW e mantemos isso”, disse o executivo, ressaltando que o momento dos desinvestimentos está atrelado a “uma disciplina que queremos incutir nos negócios renováveis sobre como nos certificamos de obter e ter a oportunidade de obter retornos patrimoniais de dois dígitos sobre nossos investimentos em energias renováveis”.
Além dos projetos adquiridos, a Galp está de olho em novas oportunidades de energia fotovoltaica e eólica no Brasil. “Nenhum acordo foi fechado ainda, mas continuamos a ver como podemos expandir a partir dessa posição [o portfólio atual de 594 MW no país]”, disse Brown.
No período de 2021 a 2025, a Galp pretende investir entre € 800 milhões e € 1 bilhão por ano. A expansão de suas atividades se concentrará no segmento de renováveis, novas energias e foco na transição energética. A península Ibérica e o Brasil estão no centro dessa estratégia.
Resultados
A Galp registrou produção de 128,2 mil boe/dia, mesmo patamar do período anterior. Destes, 115,7 mil boe/dia correspondem à participação da companhia em ativos no Brasil, que apresentou queda de 4% ante o mesmo período de 2020. No terceiro trimestre, a companhia foi afetada por atividades de manutenção.
A companhia reportou Ebitda de € 607 milhões e prejuízo líquido de € 334 milhões (este reportado segundo o padrão contábil IFRS), ante € 571 milhões e lucro de € 71 milhões no trimestre anterior.
Fonte: Revista Brasil Energia