
Com o término do prazo para o cumprimento das condições precedentes necessárias à venda do campo de Manati, a Enauta decidiu manter o ativo em seu portfólio, informou a petroleira na segunda-feira (3/1). Diante disso, a Gas Bridge, que pretendia adquirir 100% do campo produtor, propôs à Enauta uma eventual associação para implantar um projeto de estocagem de gás natural em Manati.
A Gas Bridge teve sucesso em negociar a compra das participações da Enauta (45%), da Geopark (10%) e PetroRio (10%), mas não conseguiu fechar um acordo para adquirir os 35% da Petrobras, operadora de Manati. A transação estava sujeita ao êxito da Gas Bridge em arrematar a totalidade do ativo. A data limite para a venda efetiva estava marcada para o dia 31 de dezembro de 2021.
Como optou por manter o ativo em vez de estender o prazo para cumprimento das condições, a Enauta disse que “iniciará uma avaliação dessa oportunidade [o acordo proposto pela Gas Bridge para estocagem subterrânea de gás em Manati]”.
Manati
O campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu-Almada, é um dos maiores campos produtores de gás não associado do país, atendendo a cerca de 30% da demanda de gás do Nordeste. Mesmo após apresentar uma série de problemas técnicos no último trimestre, o ativo fechou os meses de outubro e novembro com crescimento de 19% e 5% respectivamente.https://flo.uri.sh/visualisation/8287786/embed?auto=1A Flourish chart
Fonte: Revista Brasil Energia