A Petrobras reinjetará, ao menos inicialmente, todo o gás produzido em Libra, na Bacia de Santos. Segundo o gerente-geral da UO-BS, Osvaldo Kawakami, a companhia ainda não tem a tecnologia para efetuar a separação do gás na área, cujo teor de CO2 chega a 25%.
“Vamos reinjetar até desenvolvermos uma solução”, disse Kawakami nesta quinta-feira (27/8), no Rio de Janeiro. “O limite para venda de gás natural é de 3%”, observou.
Estima-se que o campo de Libra tenha volume recuperável de gás entre 314 bilhões e 470 bilhões de m³. A Petrobras projeta instalar 12 FPSOs na área. O edital para contratação do primeiro deles já foi lançado. Com início de operação previsto para 2020, a unidade terá capacidade para produzir 180 mil barris/dia de óleo.
Escoamento
Além do Rota 1, que liga o campo de Lula e Mexilhão à UTGCA, outros dois gasodutos comporão a malha de escoamento do pré-sal da Bacia de Santos. O Rota 2 (Lula NE-Tecab) está em fase final de construção e, segundo Kawakami, deve entrar em operação ainda este ano. Já o Rota 3 (Franco-Maricá-Comperj) está previsto para 2017.