O preço do gás natural doméstico, na modalidade nova política renegociada – praticado no city gate – registrou em agosto um aumento de 10,4%, chegando a US$ 8,57 por milhão de BTU frente a US$ 6,84/milhão de BTU do mês anterior. Esse valor está mais alto do que o preço do combustível na modalidade nova política, que chegou a US$ 7,41/milhão de BTU. Os dados foram divulgados pela Comerc nesta quinta-feira (4/10).
Por outro lado, o gás importado não apresentou alteração. O gás boliviano, no city gate, ficou entre US$ 6,18/milhão de BTU (no contrato QDCa) e US$ 6,83/milhão de BTU, no contrato QDCb. Já o gás natural liquefeito (GNL) comprado no mercado spot da Ásia permaneceu em US$ 9,40/milhão de BTU.
Com isso, as distribuidoras que são atendidas por contratos com gás nacional pagaram mais caro pela molécula. A Ceg, por exemplo, pagou R$ 2,39/m³ contra R$ 2,23/m³ do mês anterior. A própria Petrobras também teve de arcar com valor mais caro: R$ 2,02/m³ contra R$ 1,87/m³. A exceção ficou por conta da Bahiagás (BA) e da Copergás (PE), que pagaram ambas o valor de R$ 1,80/m³.
Já quem é atendido pelo gás boliviano ou pelo mix Bolívia/gás nacional não percebeu alteração na compra da molécula, com exceção da Sulgás (RS), que pagou R$ 1,85/m³ contra R$ 1,61/m³. Já a SCGás (SC) continuou arcando por R$ 1,54/m³ para receber o gás boliviano. A Comgás (SP), atendida pelo mix, pagou os mesmos R$ 1,91/m³ pelo gás com relação ao mês anterior.
Fonte: Revista Brasil Energia