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Clippings - 05/03/24

Gasmig inicia obras do Gasoduto Centro-Oeste

(Foto: Dirceu Aurelio/Imprensa MG)

Gasmig realizou hoje (4) no município de Juatuba, região metropolitana de Belo Horizonte, um evento para marcar o início das obras do Gasoduto Centro-Oeste, maior projeto de expansão no segmento desde 2010.

A ampliação do Sistema de Distribuição de Gás Natural (SDGN) da companhia terá aporte de mais de R$ 800 milhões e possui potencial para gerar mais de 15 mil novos postos de trabalho diretos e indiretos. A conclusão da obra está prevista para o início de 2026.

O gasoduto vai passar por oito municípios mineiros: Betim, Divinópolis, Igarapé, Itaúna, Juatuba, Mateus Leme, São Joaquim de Bicas e Sarzedo. Juntos, eles respondem por 10% do PIB industrial e 7% do PIB total de Minas Gerais, e aproximadamente 1 milhão de habitantes, ou 5% da população do estado.

Dimensionado para atender ao mercado potencial da região, o empreendimento permitirá um aumento de cerca de 300 km em extensão em linhas do SDGN, um acréscimo superior a 23% da malha atual da empresa. O potencial de distribuição de gás natural do projeto é em torno de 240 mil m³/dia, com captação estimada de quase mil novos clientes industriais e comerciais.

A distribuidora estima uma demanda de gás natural de 800 mil metros cúbicos por mês. Atualmente, a necessidade é suprida pelo uso de GLP,  óleo mineral e gás natural comprimido.

Informações técnicas

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante cerimônia de inauguração das obras (Foto de Dirceu Lima/Imprensa MG)

O projeto Centro-Oeste consiste em um sistema de distribuição de gás natural composto por um Linha Tronco em aço carbono de diâmetro nominal de 16 polegadas e cerca de 108 km de extensão. Além disso, outros gasodutos, denominados Linhas Laterais, serão construídos nas cidades atendidas, sendo que estas Linhas Laterais terão diâmetros diversos variando entre 2″, 4″, 6″ e 10″ para os gasodutos em aço carbono e diâmetros de 63mm, 90mm e 125mm para os gasodutos em Polietileno de Alta Densidade (PEAD).

Os gasodutos serão testados e gaseificados por etapas, possibilitando que o início dos atendimentos aos municípios aconteça antes da conclusão de 100% das obras. Ou seja, na prática, à medida que os trechos forem concluídos, os municípios já poderão se beneficiar do acesso ao insumo.

“No Brasil, apenas 13% da população utiliza o gás natural como matriz energética, mas em Minas estamos ampliando esta utilização. E temos grandes oportunidades no segmento. Mas queremos expandir e estamos retomando grandes investimentos. Até 2027, serão aproximadamente R$ 2,3 bilhões. E, se somarmos, até 2032, vamos investir R$ 5,2 bilhões”, explica Gilberto Valle, presidente da Gasmig.

Investimentos e evolução da obra

Até 2023, a Gasmig investiu cerca de R$ 250 milhões na aquisição de materiais como tubos, válvulas e conexões. O montante foi utilizado também na construção do gasoduto, pagamento e indenização do desimpedimento de terrenos impactados pela implantação da faixa de servidão, além da elaboração de projetos de engenharia e estudos ambientais.

Para este ano, ainda é esperada a execução de mais R$ 240 milhões relacionados aos serviços de construção da Linha Tronco, além do início das obras das Linhas Laterais. O restante será utilizado nos anos de 2025 e 2026, de acordo com a evolução das obras.

No caso da Linha Tronco, segmento principal que conectará as demais vias, o material dos fornecedores já foi recebido, quase 90% dos processos de desapropriação de terras estão concluídos e os contratos de uso e ocupação de rodovias foram assinados. As obras da linha têm duração estimada de 18 meses.

Já para as Linhas Laterais, a expectativa é a de que as intervenções se iniciem no segundo semestre deste ano, uma vez que as desapropriações e assinaturas de contratos de uso e ocupação de rodovias se encontram em fase final de processamento. Para essas linhas, já foram concluídas a aquisição de materiais e a contratação de serviços de empresas terceirizadas. O edital foi publicado em janeiro deste ano.

O início dos trabalhos se dá após aprovação do licenciamento ambiental pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). O projeto validado pelo órgão regulador já constava no plano de investimentos da concessionária para o ciclo tarifário de 2022 a 2026, homologado pelo estado no contexto da 2ª Revisão Tarifária.

Polo industrial 

A Região Oeste de Minas abriga um importante polo industrial, mas ainda não possuía uma infraestrutura de distribuição de gás natural.

Além das indústrias, o comércio, bem como o segmento veicular – com a captação de novos postos para venda de GNV – e o residencial são outras apostas da Gasmig de demanda para a região. “Um exemplo de expansão contínua é o incentivo à utilização e conversão de veículos movidos a GNV ou biometano, bem como os corredores de GNV”, afirma Valle. Segundo ele, o gasoduto foi dimensionado para possibilitar uma expansão futura do sistema de distribuição de gás para o Triângulo Mineiro.

Hoje, a companhia está presente em 47 municípios mineiros e conta com uma extensão de rede de 1.675 km em operação, sendo 95.887 clientes divididos em: automotivo (66), industrial (105), residencial (94.367), cogeração e climatização (7), comercial e industrial de menor consumo (1.339), industrial em mercado livre (1) e termelétrica em mercado livre (2).

Participaram da cerimônia de hoje representantes do governo de Minas e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), entre outros. “Não acredito em milagres, acredito em ações conscientes como essa”, afirmou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, na ocasião.

Fonte: Revista Portos e Navios