unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 04/11/14

Gastos com logística em 2013 chegam a R$ 507 bilhões

De acordo com o ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), foram gastos R$ 507 bilhões com logística somente em 2013. Esse número representa cerca de 8,5% na receita líquida das empresas brasileiras. “A atividade logística que mais gera custos no Brasil é o transporte, seguido da estocagem e armazenagem. E quando se fala em custos logísticos, o grande desafio está na criação de um planejamento para a sua redução, de modo a tornar a empresa mais competitiva em sua área de atuação”, explica Fernando Santille, consultor de negócios da Store Automação.

Segundo ele, para isso é necessário definir os principais custos dentro das duas grandes atividades logísticas: transportes e armazenagem. “Os maiores custos com transportes estão relacionados à manutenção de veículos, combustíveis e pneus, mas também devem ser levadas em consideração as avarias decorrentes do transporte, o custo da mercadoria em trânsito, roubos de cargas, logística reversa, entre outros”, diz. No caso do transporte ser terceirizado, há ainda os custos com frete. No caso do estoque e armazenagem, devem ser considerados os custos de movimentação, perdas, avarias, seguro do material armazenado, os custos gerados pelo armazém (aluguel e despesas administrativas) e o do próprio estoque imobilizado.

O consultor explica que uma maneira eficaz de identificar os pontos que geram mais custos e também gargalos dentro do processo logístico é fazer uso de indicadores de performance ou KPI’s (Key Performance Indicators), que refletem o desempenho de uma operação ou do processo, fornecendo dados que podem ser analisados.

Para obtenção desses indicadores, ele cita a necessidade de ter informações quantitativas sobre recursos disponíveis, tempos de processos, solicitações atendidas, etc, que podem ser obtidas através de ferramentas TMS (Transportation Management System) e WMS (Warehouse Management System), que são imprescindíveis na gestão do transporte e armazenagem. “Como o WMS e TMS gerenciam basicamente toda a cadeia logística, as informações necessárias já estão em seus bancos e dados e só precisam ser trabalhadas e apresentadas de maneira que possam ser analisadas mais rapidamente”, explica.

Para ele, com todas essas opções e flexibilidade somadas às informações consistentes e atualizadas, as ferramentas de gestão logística estão se tornando poderosas ferramentas de BI (Business Intelligence) dando total apoio à tomada de decisão com resultados mais precisos e eficazes. “Contudo, não basta ter a ferramenta, é necessário fazer uso correto para obter as informações necessárias e atuar de forma corretiva nos pontos críticos do processo e de forma preventiva nos demais, buscando sempre a melhoria contínua para alcançar níveis diferenciados de competitividade no mercado”, finaliza.