De acordo com informações da Valaris, a sonda Valaris DS-8 deve iniciar suas atividades no projeto Orca, da Shell, em março de 2027. Companhia também alterou a data de início do contrato da unidade Valaris DS-17, afretada pela Equinor para o projeto Raia

A sonda Valaris DS-8 deve iniciar suas atividades no projeto Orca (também conhecido como Gato do Mato, localizado no pré-sal da Bacia de Santos) em março de 2027, segundo o Fleet Status Report mais recente da Valaris, divulgado na terça-feira (17). O contrato de afretamento, que prevê operações de perfuração e completação no projeto, foi anunciado pela Shell Brasil em dezembro de 2025.
Avaliado em US$ 300 milhões, o contrato tem duração estimada de 800 dias (até maio de 2029), com opções de extensão que totalizam aproximadamente um ano. No momento, a sonda está afretada pela Petrobras, com término do contrato previsto para dezembro de 2026, segundo dados da Valaris.
Além do projeto Orca, o escopo do contrato inclui operações de intervenção submarina no Parque das Conchas (BC-10, na Bacia de Campos) e descomissionamento em Bijupirá e Salema, ativos também operados pela Shell e situados na Bacia de Campos. O acordo também prevê perfuração exploratória como parte das opções de extensão.
Gato do Mato é uma descoberta de gás-condensado no pré-sal que abrange dois blocos contíguos: BM-S-54, um contrato de concessão assinado em 2005, e Sul de Gato do Mato, um contrato de partilha de produção obtido em 2017.
O Consórcio Gato do Mato inclui a Shell (operadora, com 50% de participação), Ecopetrol (30%), TotalEnergies (20%) e a PPSA, que atua como gestora do contrato de partilha de produção. As áreas de desenvolvimento de Orca e Sul de Orca são oriundas do Plano de Avaliação de Descobertas de Petróleo ou Gás Natural (PAD) Conjunto de Gato do Mato.
Projeto Raia e sonda Valaris DS-4
Também houve uma mudança na data de início do contrato de afretamento da sonda Valaris DS-17, que foi afretada pela Equinor para atividades de perfuração no projeto Raia, no pré-sal da Bacia de Campos. O início do contrato estava previsto para outubro de 2025. Depois, foi adiado para janeiro de 2026 e, agora, alterado para março de 2026.
A Equinor planeja perfurar seis poços no projeto Raia a partir deste ano, de modo que o primeiro gás seja produzido em 2028. O contrato da sonda, que vai até janeiro de 2028, foi avaliado em US$ 498 milhões, incluindo serviços adicionais, taxas de mobilização e opções de extensão.
A Equinor opera o projeto Raia com 35% de participação, em parceria com a Repsol Sinopec (35%) e a Petrobras (30%). O projeto contempla três descobertas encontradas no bloco BM-C-33 (Pão de Açúcar, Gávea e Seat), no pré-sal da Bacia de Campos, que contêm reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado superiores a 1 bilhão de boe.
Além dessas duas sondas, a Valaris possui uma outra unidade que opera no Brasil: a Valaris DS-4. A plataforma está afretada pela Petrobras até novembro de 2027, e o contrato foi avaliado em US$ 450 milhões, incluindo serviços adicionais.
No último dia 9, a Transocean e a Valaris anunciaram a assinatura de um acordo para a fusão das duas empresas, por meio do qual a Transocean adquirirá a Valaris em uma transação integralmente em ações, avaliada em aproximadamente US$ 5,8 bilhões. O negócio cria uma empresa líder no setor, com uma frota offshore de 73 sondas.
Fonte: Revista Brasil Energia