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Clippings - 01/11/16

GE e Baker Hughes se aproximam da Schlumberger

A nova companhia que vai nascer da fusão entre a Baker Hughes e a GE Oil & Gas vai se aproximar, em volume de receita, da Schlumberger, empresa que lidera o mercado de serviços petrolíferos. Com a fusão, GE e Baker Hughes terão um mercado combinado de US$ 24 bilhões, frente às receitas de US$ 29 bilhões da Schlumberger.

As estimativas são da GE e levam em conta dados deste ano. Com a fusão, a expectativa é que a nova companhia ofereça serviços integrados em praticamente toda a cadeia de E&P, em especial nos maiores mercados, que são perfuração e completação, competindo diretamente com a Schlumberger.

Na estimativa da GE, o mercado este ano movimentará US$ 155 bilhões, considerando-se, além de perfuração e completação, serviços geofísicos, produção e midstream (dutos, GNL e processamento). Em faturamento, Schlumberger lidera com US$ 29 bilhões, seguida de Halliburton, com US$ 16 bilhões, e Weatherford, com US$ 6 bilhões.

“A indústria de óleo e gás gastou cerca de 800 bilhões em 2015, e acreditamos que a nova companhia vai atender a 20% desse mercado”, afirmou o CEO da GE Oil and Gas, Lorenzo Simonelli.

Em junho deste ano foi cancelada a fusão entre a Baker Hughes e a Halliburton, operação iniciada em 2015, mas que não foi aprovada por órgãos de defesa da concorrência. As autoridades exigiram uma série de medidas de desconcentração de mercado que implicariam que as empresas se desfizessem de alguns negócios.

A transação tem como premissa uma lenta recuperação do preço do óleo, com manutenção do patamar de preço entre US$ 45 e US$ 60 por barril até 2019. Com a fusão, as empresas esperam ficar mais bem posicionadas na baixa do mercado, com a redução de custos e integração de produtos para os clientes de E&P.

A agência Moody’s reafirmou, na sequência do anúncio, a nota da GE, mas ressaltou que a operação é negativa, do ponto de vista de risco de crédito no curto prazo. A agência estima que, até 2019, compromissos da GE, combinados a um contexto de baixa demanda e alta competitividade no mercado, resultarão em restrições de caixa.