A GE e a Baker Hughes estimam que podem receber mais da metade dos investimentos destinados a projetos de desenvolvimento em águas profundas após a conclusão da fusão entre as companhias.
A estimativa das empresas é que possam fechar contratos responsáveis por até 55% do total investido em um projeto, já que poderão ser responsáveis pelos topsides e processamento, além de prestar serviços de poço, subsea e SURF.
“Juntas, nossas capacidades representam uma influência de 55% no capex e opex do ciclo de vida de projetos em águas profundas. Isso é duas vezes e meia maior do que o alcance do portfólio atual da Baker”, explicou o CCO da Baker, Derek Mathieson.
Segundo estimativas das empresas, o aumento da produtividade por meio de soluções integradas pode gerar uma melhoria de 10% nos custos dos projetos em águas profundas.
Caso a projeção se concretize, tal melhora poderia destravar até US$ 200 milhões em novos investimentos globalmente, pois projetos que no cenário atual não são viáveis poderão ser aprovados.
“Acreditamos que isso é facilmente alcançável. Estamos confiantes de que podem ocorrer melhorias significativas nos projetos, mesmo em cenários de preços baixos por mais tempo”, afirmou Mathieson.
O portfólio da nova companhia compreenderá desde bens e serviços para subsea e perfuração, equipamentos rotativos e imageamento, por parte da GE, e tecnologias de perfuração e avaliação e completação e produção da Baker.
“Um parceiro digital, de equipamentos e serviços é essencial para aumentar a produtividade”, afirma a Baker.
Com a fusão, GE e Baker Hughes terão receita combinada de US$ 32 bilhões e operações em mais de 120 países. A expectativa é que a transação seja concluída em meados de 2017.