A Georadar aposta no interesse por blocos no Amazonas na 13 rodada, Bacia onde onde fez levantamentos 2D e 3D em parceria com o consorcio Petrobras/Petrogal. Em outubro, a licitação da ANP vai ofertar oito blocos na região.
Os dados não exclusivos da Georadar cobrem 3,4 mil km2 (3D) e 1,1 mil km (2D), levaram 18 meses para ser concluídos e demandaram, no pico, uma mão de obra de 1.900 pessoas.
Em uma das regiões (AM-T-84) onde os dados foram levantados, a Petrobras fez uma descoberta de óleo leve, atualmente em fase de avaliação. O consórcio com a Petrogal atuava em três blocos, dois devolvidos, e agora pleiteia um adiamento dos próximos compromissos.
O bloco é adjacente às áreas que serão ofertadas, uma nova fronteira sem cobertura de sísmica 3D. “O desafio é não mascarar os dados verdadeiros”, avalia o geofísico da Georadar, Michell Cardoso.
Além de uma camada geológica que dificulta a coleta dos dados (soleira de diabásio), Cardoso conta que o processamento dos dados precisa considerar ruídos ambientais, como chuvas e interferências magnéticas naturais.
O maior fator de elevação de custos na Bacia do Amazonas, contudo, é a logística na selva, segundo o gerente de Operações Sísmicas da companhia, José Silva. São necessários investimentos em prevenção de doenças, hospedagem de equipes em balsas, transporte aéreo de suprimentos, por exemplo.
A boa notícia fica por conta do licenciamento ambiental, que a Georadar estima conseguir concluir em dois meses. No início das operações na bacia, Silva conta que esta etapa chegava a levar de cinco a seis meses, mas os trabalhos avançaram com o maior conhecimento do órgão ambiental local sobre a operação