
Ano de 2019 foi marcante para o segmento, com diversos recordes registrados, de acordo com a IHS Markit
O ano de 2019 foi marcante para o GNL, com recordes em termos de capacidade de novos projetos aprovados (70,4 milhões de t/a) e de empreendimentos com operação iniciada (38,8 milhões de t/a). Também foram registrados, no período, os maiores volumes importados pela Europa (87,2 milhões de t) e China, que superou o Japão no mês de dezembro, com 7,3 milhões de t. Os dados são da IHSMarkit.
O fornecimento total de GNL no mundo em 2019 foi de 373 milhões de t, alta de 11,8% em relação a 2018. Os maiores crescimentos aconteceram nos EUA (+15,2 milhões de t), Rússia (+ 10,1 milhões de t) e Austrália (+ 7,7 milhões de t).
A consultoria prevê crescimento sustentado do GNL no mundo nos próximos anos. A estimativa é que, em 2020, a capacidade global de liquefação alcance 437 milhões de t, representando alta de 54% ante 2015.
No Brasil, há mais de 20 projetos de terminais de regaseificação de GNL em andamento, a maioria localizada nas regiões Sudeste e Sul, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de agosto de 2019.
Fonte: EPE
Dentre eles, dois estão em construção: em Barra dos Coqueiros (SE), a previsão é que o terminal flutuante de regaseificação (FSRU) da Golar Power entre em operação este ano. A unidade abastecerá a UTE Porto de Sergipe, da Celse, com o GNL fornecido pela ExxonMobil e a Qatar Petroleum. No Porto do Açu (RJ), o projeto da Gás Natural Açu (parceria entre a Prumo Logística, BP Energy e Siemens) prevê a entrega de gás para as UTEs GNA I e GNA II, programadas para entrar em operação entre 2021 e 2023.
Os três únicos terminais operacionais do país, localizados na Baía de Guanabara (RJ), na Baía de Todos os Santos (BA) e em Pecém (CE), são operados pela Petrobras.
Fonte: Revista Brasil Energia