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Clippings - 05/01/23

GNLink assina acordo com a Tradener para construir e operar planta de liquefação no campo de Barra Bonita

Marcelo Rodrigues, CEO da GNLink

A GNLink assinou um memorando de entendimento com a Tradener que prevê a construção, operação e toda a parte logística associada a uma planta de liquefação que será instalada no campo de Barra Bonita, na Bacia do Paraná. O ativo, que produz 100 mil m³/dia de gás, é operado pela Barra Bonita Óleo e Gás, companhia de pequeno porte que faz parte da Tradener.

A previsão é que a planta comece a operar no final de 2023. Como parte do gás produzido é utilizado para abastecer a UTE Barra Bonita I, operada pela Tradener no munícipio de Pitanga (PR), o volume diário de liquefação será, inicialmente, de 40 mil m³/dia. Após o fim do contrato da usina, previsto para o final de 2025, o objetivo é expandir a liquefação para 100 mil m³/dia. 

Atualmente, o gás que supre a UTE Barra Bonita I é extraído de dois poços. O combustível é comprimido e envasado para, posteriormente, ser consumido para geração de energia. Com o fim do contrato, a intenção da GNLink é disponibilizar o gás outrora direcionado para a usina para clientes finais, como a distribuidora Compagás.

O campo de Barra Bonita é a primeira acumulação comercial de gás da Bacia do Paraná, descoberta em 1996. O projeto, originalmente conduzido pela Petrobras, não foi para frente por falta de infraestrutura de escoamento – e por não ter volume suficiente para justificar tal investimento.

Planos da GNLink

Em outubro de 2021, a GNLink fechou um contrato com a Nimofast para o desenvolvimento do terminal de GNL no Paraná. A companhia contratará o volume diário de 2 milhões de m³ de gás quando o empreendimento entrar em operação no primeiro trimestre de 2025.

A empresa, que faz parte do Grupo Lorinvest, gestora de recursos que é acionista da Norsul, a maior operada privada de navegação do país, também está de olho no desenvolvimento de rotas de cabotagem de GNL. Por isso, pretende atuar no mercado de shipping de GNL através de bunkering e distribuição por cabotagem.

De acordo com o Marcelo Rodrigues, CEO da GNLink, a companhia irá suprir o GNL em outras regiões do país a partir do apoio logístico da Norsul. “O pontapé inicial será Sul e Sudeste, podendo chegar até o Centro-Oeste. Além da Tradener, temos outros cinco projetos em desenvolvimento de liquefação de GNL para o país”, disse o executivo.

Outra subsidiária da Lorinvest, a Norflor, que possui ativos florestais, está iniciando estudos com a GNLink para projetos de geração de bioenergia. “Diante da abundância de biomassa e resíduos orgânicos, já assinamos dois acordos de desenvolvimento de tecnologias para produzir biogás, biometano e bioGNL”, revelou Rodrigues.

Segundo ele, a companhia irá “caminhar no sentido da transição energética com gás, bioenergia e, no futuro, hidrogênio”.

O Grupo Lorentzen iniciou as atividades no Brasil em 1953, quando adquiriu a Esso Gás. Na década de 1970, a distribuidora foi vendida. Atualmente, a Lorinvest administra treze empresas no seu portfólio. Dentre elas, está a Gas Bridge Storage que, recentemente, adquiriu 10% de participação no campo de Manati, que tem potencial para ser convertido em infraestrutura de estocagem subterrânea de gás.

A GNLink é o terceiro projeto de desenvolvimento de distribuidora de GNL da carreira de Marcelo Rodrigues. Antes, ele participou da criação da GásLocal e, depois, da Golar Power/NFE no Brasil.

Fonte: Revista Portos e Navios