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Clippings - 12/01/17

Governo argentino aumenta subsidãos para produção não convencional de Vaca Muerta

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou um acordo entre os governos federal, da província de Neuquén, sindicatos e empresas para desenvolver as reservas não convencionais da região de Vaca Muerta. As medidas incluem o fim das restrições às exportações de óleo e gás, um programa de desenvolvimento da infraestrutura da região e a extensão do Plangás até 2020, que inclui um subsídio para garantir o preço de compra do gás no país, atualmente, em cerca de US$ 7,5/MMBtu.

Durante o anúncio, Macri ressaltou que as empresas se comprometeram a investir US$ 5 bilhões em Vaca Muerta somente em 2017, valor que pode dobrar nos próximos anos. “Este é um acordo histórico”, afirmou o presidente argentino.

Atualmente, a província de Neuquén, onde está localizada Vaca Muerta, tem 19 concessões outorgadas, das quais apenas duas estão na etapa de desenvolvimento. De acordo com o Ministro de Energia argentino, Juan José Aranguren, a expectativa é permitir que as outras 17 concessões entrem em desenvolvimento até o final de 2017. Um dos pilares para a mudança foi o convênio com os sindicatos, que estabeleceu condições para baratear a mão de obra.

Vaca Muerta é explorada principalmente pela estatal argetina YPF, algumas majors internacionais, como ExxonMobil, Chevron e Shell, além de companhias locais. A Petrobras também tem uma concessão na região, que optou por manter mesmo com a venda da subsidiária Petrobras Argentina. Recentemente, a petroleira brasileira conseguiu estender o contrato da concessão, com o compromisso de perfurar 24 poços e adequar as instalações para a produção de tight gas.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, a Argentina é o terceiro país com maior potencial para produção não convencional no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Ao todo, as reservas recuperáveis argentinas são estimadas em 21 trilhões de m³ de gás e 27 bilhões de barris de petróleo.

Hoje, a Argentina é o país da América Latina com o maior número de sondas em atividade no onshore. Mesmo sentindo os efeitos da crise no setor, as atividades no país ainda se mantém em patamares superiores aos da Venezuela, segundo maior país da América Latina em quantidade de sondas terrestres. De acordo com dados da Baker Hughes, o país encerrou 2016 com 59 unidades em operação, quase metade do número registrado em dezembro de 2015.

Se bem sucedido, o plano anunciado por Macri tem potencial para atrair fornecedores para o país, tendo em vista que a atividade de produção não convencional se caracteriza pelo uso intensivo de equipmamentos como sondas e bombas para fraturamento, alto número de poços e demanda por aditivos.