
A Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, expediu a licença de instalação para a segunda fase do Terminal Portuário de Macaé (Tepor), conforme decisão publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro na última sexta-feira (14).
A segunda fase do Tepor contempla a instalação do Terminal A (para movimentação de granéis líquidos, apoio offshore e unidade flutuante de regaseificação de GNL) e do Terminal B (para movimentação de petróleo), bem como as infraestruturas associadas. A unidade do Terminal A terá capacidade para regaseificar até 21 milhões de m³/dia de gás natural, enquanto a capacidade de movimentação do Terminal B será de até 2 milhões de bpd.
Além dessas unidades, o projeto Tepor também conta com uma UPGN de 60 milhões de m³/dia de capacidade, cuja licença já foi emitida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), assim como um terminal de armazenamento de combustíveis e um terminal de armazenamento de petróleo. De acordo com a prefeitura de Macaé, esses empreendimentos criam o maior hub de gás natural do país.
“O Tepor é peça chave para a transformação de Macaé na Cidade Energia. O projeto representa também a confirmação dos mais de R$ 25 bilhões em investimentos que serão consolidados na cidade ao longo dos próximos cinco anos”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda de Macaé, Rodrigo Vianna, em comunicado da prefeitura publicado no mesmo dia (14).
Agora, o Tepor – que é um empreendimento do Grupo Vale Azul – entrará na etapa de assinatura dos contratos com os investidores, visando a viabilização dos recursos necessários para as obras do projeto. Com investimentos previstos em R$ 7,2 bilhões, a expectativa é que o Tepor esteja operacional em 2030.
Em entrevista ao PetróleoHoje em maio deste ano, o prefeito de Macaé, Welberth Rezende (Cidadania-RJ), afirmou que o município tem apostado suas fichas no gás natural, com investimentos em infraestrutura e incentivos fiscais para tornar a “rota do gás” mais atrativa aos produtores do pré-sal.
Fonte: Revista Brasil Energia