A 11ª rodada de licitações para exploração de petróleo em 289 blocos fora do pré-sal, prevista para maio, pode gerar uma receita para o governo federal de R$ 6,7 bilhões. Nos vários cenários elaborados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o mais otimista prevê que o leilão consiga um ágio de até 500%, num total de R$ 3,7 bilhões em bônus de assinatura, contra a previsão de arrecadação mínima de R$ 627 milhões, na hipótese de todos os blocos serem arrematados pelo menor valor exigido. Outros R$ 3 bilhões referem-se aos investimentos mínimos que os vencedores serão obrigados a fazer num perãodo de cinco a oito anos.
A ANP fez ontem uma audiência pública para discutir e receber sugestões para o edital e os contratos de concessão da 11ª rodada. Nenhum executivo questionou ou criticou o edital, surgindo apenas dúvidas técnicas. Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, os dados são conhecidos há mais de dois anos, quando o órgão começou a preparar a rodada.
Mais conservadora, a executiva estima que o governo arrecade cerca de R$ 1 bilhão em bônus. Segundo ela, a expectativa é que o leilão atraia muitos investidores devido à excelente qualidade das áreas, como bacias marítimas na chamada margem equatorial, que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá e tem geologia similar
à dos campos descobertos na África e na Guiana.
– A grande questão hoje é a qualidade das áreas – destacou.
Serão oferecidos 289 blocos – 123 em terra e 166 no mar – espalhados em 11 bacias sedimentares, num total de 155 mil quilômetros quadrados, nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Alguns blocos estão situados nas
chamadas bacias maduras, exploradas há bastante tempo, como no Espírito Santo, e outros em novas fronteiras, como na foz do Amazonas. Os blocos ficam em 11 estados, dez deles nas regiões Norte e Nordeste e um no Sudeste.
Do total, 172 blocos já foram autorizados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), sendo que os outros 117 devem receber o sinal verde ainda esta semana.
O lance mínimo por um campo terrestre é de R$ 25 mil. Já um bloco em águas profundas chega a R$ 13,5 milhões.
– Teremos um 2013 palpitante. Com a 11ª rodada em maio, uma rodada para gás em terra, que provavelmente será em 30 e 31 de outubro, vamos antecipar. E estamos trabalhando no leilão do pré-sal para novembro – destacou Magda.
Já a autorização para a ANP leiloar anualmente áreas maduras e campos marginais (não economicamente viáveis para grandes empresas) deve ficar para 2014.