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Clippings - 14/07/10

Governo prepara Pró-REB para reduzir custo Brasil

Há 13 anos, o governo tentou acompanhar o que acontecia na navegação mundial e criou o Registro Especial Brasileiro (REB). No entanto, os principais benefícios foram cortados e, com isso, o pacote se tornou ineficaz. Hoje, há navegação nacional apenas no fechado mercado de cabotagem e Mercosul. Nas rotas internacionais o Brasil transporta menos de 1% das cargas que gera. Mesmo em fim de governo, as autoridades concluíram que algo tem de ser feito – e, no início do próximo governo, haverá temas mais urgentes em pauta. Por isso, o assunto está na mesa do ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, com prioridade supostamente garantida pela Casa Civil. Um dos defensores da revitalização do REB, movimento agora chamado de Pró-REB é o presidente do Sindicato dos Armadores (Syndarma), Hugo Figueiredo.

Diz ele que os custos brasileiros para se operar um navio são mais do que o dobro dos custos de outros países, o que torna a operação inviável. E frisa que, se um navio fica um ou dois anos no estaleiro, passa 25 a 30 com o armador e, portanto, se não for lucrativo de pouco adianta se dar estímulos à construção naval. Cita que a própria Transpetro, que está encomendando 49 navios, confia no Pró-REB, pois mesmo com a força do sistema Petrobras, não lhe interessa ter ativos que lhe causem custos extras.

– Se a navegação não for sustentável, o Brasil não terá frota. E isso é estratégico, para uma futura potência mundial. E de nada adianta se ver proliferarem estaleiros por todo lado, se os navios não forem lucrativos ao longo de sua extensa vida nos mares – vaticina Figueiredo.