Novas rotas para escoar o gás natural produzido no pré-sal poderão demandar US$ 2 bilhões em investimentos, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os gasodutos em estudo teriam, cada um, capacidade para transportar de 10 milhões de m³/d a 15 milhões de m³/d do energético – mais que duplicando o volume da infraestrutura existente.
Hoje, apenas dois grandes gasodutos ligam o pré-sal à costa brasileira: o Rota 1 e o Rota 2, com capacidades de escoamento de 10 milhões de m³/d e 16 milhões de m³/dia, respectivamente. O primeiro liga os campos de Lula e Sapinhoá ao gasoduto entre o campo de Mexilhão e a UPGN de Caraguatatuba (SP), enquanto o segundo conecta a região de Santos ao Terminal de Tratamento de Gás de Cabiúnas, em Macaé (RJ)
Fonte: EPE
Além deles, está sendo finalizando o Rota 3, que escoará 18 milhões de m³/d do cluster da Bacia de Santos até o Comperj, em Itaboraí (RJ). O trecho ultrarraso do gasoduto é instalado pela McDermott, epecista norte-americana contratada pela Petrobras.
Com 275 km de extensão, o Rota 4 ligaria o sul da Bacia de Santos à Praia Grande (SP), enquanto o quinto e sexto gasodutos interligariam ativos da Bacia de Campos ao Porto do Açu (RJ) e Porto Central (ES), respectivamente.
Nesta terça-feira (21/5), a diretora de Gás Natural do MME, Symone Araújo, lembrou, durante apresentação no CWC World Gas Series, no Rio de Janeiro, que o pré-sal é responsável por 51% do gás produzido no país e que esse volume adicional precisa ser viabilizado.
A dirigente acrescentou que o regime de oferta permanente de áreas promovido pela ANP propicia um cenário de continuidade ao desenvolvimento de campos, garantindo maior dinâmica à indústria.
Fonte: Revista Brasil Energia