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Clippings - 07/02/17

Gran Tierra sai do Brasil

A Gran Tierra venderá a unidade de negócios brasileira para a Maha Energy e deixará o país. O acordo foi fechado pelo valor de US$ 35 milhões e prevê que a companhia sueca assumirá débito da petroleira colombiana no Brasil.

Nesta quinta-feira (9/2), a Maha pagará o valor inicial de US$ 3,5 milhões, mas o acordo ainda está sujeito à obtenção de financiamento pela empresa sueca, que será levantado por meio de uma emissão de ações.

“Conforme anunciado anteriormente, os ativos no Brasil não são considerados fundamentais para a estratégia de crescimento da Gran Tierra e acreditamos que esta venda permitirá à companhia uma vantagem significativa ao realocar recursos financeiros e humanos para as atividades na Colômbia”, explicou a petroleira colombiana em nota.

Desde a compra da petroleira PetroLatina, em 2016, a Gran Tierra já vinha indicando que pretendia focar as atividades nos ativos colombianos, para os quais direcionaria US$ 235 milhões dos US$ 250 milhões previstos para serem investidos em 2017. No Brasil, a companhia pretendia investir US$ 8 milhões no ano.

Atualmente, a Gran Tierra opera no Brasil o campo de Tiê e os blocos REC-T-117, REC-T-118, REC-T-129, REC-T-142, REC-T-155 e REC-T-224, todos com 100% da concessão, localizados na Bacia do Recôncavo. Recentemente, a companhia havia iniciado os trabalhos para realizar um projeto de manutenção da pressão no campo de Tiê, com a conversão de um poço em injetor.

A expectativa é que a produção em Tiê fique entre 1,2 mil boe/dia e 1,5 mil boe/dia em 2017. O campo conta com 10,2 milhões de boe em reservas 2P e tem lucro operacional de US$ 22,77 por boe, além de despesas operacionais de US$ 9,74 por boe, de acordo com dados divulgados pela Maha com base no terceiro trimestre de 2016.

A compra dos negócios da Gran Tierra indica o interesse da Maha Energy em ampliar sua atuação no mercado brasileiro. A companhia acaba de estrear no país, após comprar no final de 2016 as participações da Petro Vista, da UP e da TDC no campo de Tartaruga, em águas rasas na Bacia de Sergipe. A petroleira sueca assumiu 75% da concessão, enquanto os demais 25% pertencem à Petrobras. Um dos motivos que contribuiu para a compra dos ativos da Gran Tiera, inclusive, foi a possibilidade de sinergias com Tartaruga.

“Esta aquisição representa uma oportunidade única de ampliar o crescimento no Brasil e dará à companhia um fluxo de caixa baseado em produção que pode ser rapidamente aumentado por meio de iniciativas de desenvolvimento de baixo risco, que serão complementares ao campo de Tartaruga e aos nossos ativos nos EUA”, explicou Jonas Lindvall, CEO da Maha.

Além da obtenção de financiamento pela Maha até o começo de junho, a venda ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores. A previsão é que a transação seja concluída até o início de agosto.