No fim de maio, o estaleiro Eisa lançou ao mar o Log In Jacarandá, de 37 mil toneladas. Há muito tempo os estaleiros não produziam um grande porta-containeres, mas um jornalista escreveu que há décadas não era lançado ao mar um grande navio. Um dos pioneiros do setor, Nobuo Oguri, protestou:
O próprio Eisa vem lançando e entregando navios mercantes, ininterruptamente, mesmo quando a maioria dos grandes estaleiros encontrava-se desativada. Ainda no ano passado, foi entregue pelo Eisa o graneleiro Gypsun Integrity, do tipo Panamax, de 50.000 toneladas porte bruto, para americana Gypsun e, em novembro, foi lançado o petroleiro Abreu e Lima, de 70.000 tpb para a venezuelana Pdvsa. Todos com projetos nacionais. Naturalmente, hoje, com o despertar do governo e do mercado para a indústria naval estratégica para o país e agregadora de mão de obra intensiva e de insumos e navipeças, a reativação da construção naval, inclusive com a implantação de novos estaleiros, vem merecendo destaque e brilho com a presença de nossos governantes aos principais eventos, como o de lançamento de navio, com a conseqüente repercussão na mídia. Ou seja, a construção naval estava quase parada, mas não totalmente, inclusive porque a produção de barcos de apoio está ativa há mais de uma década.