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Clippings - 19/09/16

Greve dos estivadores deve afetar terminais

Os estivadores começam hoje uma greve por tempo indeterminado, a partir das 7 horas. A categoria se reunirá no P3, posto de escalação do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), na Ponta da Praia, em Santos. A pauta do movimento traz uma série de reivindicações, entre elas o reajuste anual do salário, que não foi acordado até o momento.

A paralisação deve afetar as operações dos terminais da Santos Brasil, Libra e BTP. “Há um radicalismo por parte dos terminais. Eles querem o extermínio da categoria”, reclama o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodney Oliveira da Silva.

Segundo o representante da categoria, as operadoras portuárias querem 100% de mão de obra vinculada, ou seja, com contratação direta pela empresa e carteira de trabalho assinada. A medida eliminaria a contratação dos avulsos pelo Ogmo, onde há atualmente 4 mil trabalhadores cadastrados. O sindicato exige ao menos 50% de avulsos no geral e trabalho em todos os navios.

Os estivadores também reclamam que os terminais não querem pagar o adicional de risco, enquanto o sindicato defende 40%. Os trabalhadores querem, ainda, estabilidade no emprego de cinco anos.

NEGOCIAÇÕES

A data-base da categoria foi em março. O sindicato reivindica reajuste salarial dos vinculados e correção dos ganhos dos avulsos em 11,78%, retroativo a março, e as empresas ofereceram 9%, pagos em duas vezes.

As partes discordam também em relação ao vale-refeição. O sindicato quer R$ 30 por perãodo trabalhado, mas os terminais oferecem reajuste de 9%. Pela proposta patronal, o valor sairia de R$ 22,00 para R$ 23,98.

JUSTIÇA

O caso já está no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que deu prazo até a última sexta-feira para as partes se pronunciarem. Em audiência de conciliação, a desembargadora Ivani Contini Bramante propôs 75% de mão de obra vinculada nos terminais, reajuste salarial de 10% e vale-refeição de R$ 30,00.

O julgamento deverá ocorrer nas próximas semanas. Procurado pela Reportagem, o Sindicato dos Operadores Portuários Estado São Paulo (Sopesp) disse que “por enquanto não vai se pronunciar a respeito”.