A EPIC Applied Technologies apresentou o menor preço na licitação para descomissionar as três plataformas fixas do campo de Cação, na Bacia de Campos. A oferta foi de US$ 30,1 milhões, valor 20% abaixo do proposto pelo segundo colocado, William Jacob Management (US$ 37,8 milhões)
Com sede em Houston, no Texas, o grupo EPIC Companies atua nos mercados de descomissionamento, instalação e manutenção, agregando cinco unidades de negócios: Heavy Lift, Diving and Marine, Well Services, EOT Cutting e TSB Offshore.
Outras nove empresas apresentaram ofertas na concorrência: Triunfo (US$ 38,5 milhões), Allseas (US$ 40,9 milhões), Brasil-Mota Consórcio (US$ 43,2 milhões), Saipem (US$ 46,1 milhões), Alphatec (US$ 50,3 milhões), Sapura Energy (US$ 51,9 milhões), McDermott (US$ 73,5 milhões), Sacanb Offshore (US$ 77,4 milhões) e SS Naval (US$ 200 milhões).
O edital prevê a retirada de todos os equipamentos e materiais de superfície, como passarelas (gangways), guindastes, topsides e jaqueta, além de materiais identificados com a presença de radiação de ocorrência natural (NORM, na sigla em inglês).
O escopo inclui ainda serviços de corte de equipamentos e estruturas submarinas, como estacas, condutores e tubulações em profundidade de até 1,5 m abaixo do assoalho marinho. O abandono dos poços do campo foi concluído em setembro de 2016.
Tudo o que for retirado deverá ser transportado para uma área específica definida pela contratada, sendo que os deques e jaquetas terão de ser desmantelados e destinados como sucata. No caso dos materiais NORM, estes deverão ser levados para uma área a ser indicada pela Petrobras.
A empresa contratada deverá iniciar as atividades offshore até julho de 2020, tendo, a partir dessa data, 90 dias para fazer a disposição final das estruturas, materiais e equipamentos das plataformas de Cação.
Com duração de dois anos, o contrato tem início programado para março de 2020.
Fonte: Revista Brasil Energia