Novidade na paisagem. O projeto de revitalização da Marina da Glória.
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Esvaziada pela ausência de mais representantes de órgãos públicos – apenas um da prefeitura compareceu e nenhum do Iphan esteve presente -, a audiência pública realizada ontem na Câmara dos Vereadores para discutir o projeto de modernização da Marina da Glória, do Grupo EBX, durou três horas, suscitou questionamentos e a promessa de novos debates.
Executivo da REX – empresa de Eike Batista que
administra a marina -, Marco Adnet disse que as obras devem começar em agosto para que haja tempo de se fazer testes náuticos no local, com vistas aos Jogos Olímpicos de 2016. Líderes do PV e do PSOL fizeram críticas ao projeto.
O Iphan aprovou o anteprojeto em 29 de janeiro. Mas, para que as obras numa área de 20 mil metros quadrados comecem, ainda falta a autorização final do próprio Iphan – que deve sair em um mês -, além das licenças de órgãos municipais e do Instituto Estadual do Ambiente.
Ao apresentar um vídeo com imagens da
nova marina, Adnet afirmou que está prevista a criação de 50 vagas secas apenas para veleiros de cunho olímpico (até cinco metros), além de outras 450 no espelho d’água. A proposta aumentaria em 66% o número de vagas destinadas a embarcações. A Marina fica no Aterro do Flamengo, que é tombado desde
1965.
– Teremos uma marina de padrão internacional, integrada ao Parque do Flamengo – disse Adnet,
acrescentando que as obras devem durar dois anos. – Os testes de vela precisam ser feitos ao final de 2015.
Já o líder do PV na Câmara, Paulo Messina, chamou de contrassenso o fato de donos de barcos que usam a Marina não terem opinado. O vereador Eliomar Coelho, do PSOL, cobrou os estudos de impacto ambiental da obra. Ex-procuradora-geral do município, Sônia Rabello lembrou que a área é non aedificandi (ou seja, ali não pode haver construções) .
Único representante da prefeitura, Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da
Humanidade, disse que o projeto conseguiu se mimetizar na paisagem do Aterro.