Iniciativa, promovida por câmara setorial em Santos, busca mobilizar a região antes da maturação dos futuros projetos do setor de O&G, que serão ofertados nos próximos leilões da ANP e que estarão localizados mais ao sul do Rio de Janeiro.
Representantes da câmara de petróleo e gás da Associação Comercial de Santos (ACS) se articulam para tentar fortalecer as atividades ligadas à cadeia de petróleo e gás na Baixada Santista. O objetivo é aproveitar o potencial industrial da região e abrir o olhar do setor privado e de agentes públicos para a construção de um cluster na região. O grupo pretende identificar e apresentar as atuais potencialidades do Porto de Santos e do estado de São Paulo para atender demandas por parte das grandes empresas de petróleo e gás e principais envolvidos nessa cadeia logística.
O coordenador da câmara, Gustavo Pierotti, contou que a ideia inicial é montar um planejamento estratégico (matriz swot) junto aos participantes do grupo. “Queremos que cada um aponte quais são os pontos fortes, fracos, oportunidades e possíveis ameaças no ponto de vista de cada empresa”, disse. Pierotti acrescentou que a câmara pretende entender as razões de a indústria de petróleo e gás ainda não ter se estabelecido na região e criar uma cultura mais voltada para todas as atividades relacionadas.
O grupo busca mobilizar a região da Baixada Santista antes da maturação dos futuros projetos do setor de O&G, que serão ofertados nos próximos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Pierotti observa uma demanda reprimida, além da tendência de os novos campos exploratórios do pré-sal serem explorados mais ao Sul do Rio de Janeiro, o que aumentaria a competitividade logística de São Paulo.
O coordenador da câmara explicou que uma base de apoio offshore na região continua sendo cogitada, porém depende de um melhor entendimento do mercado e de estudar quais são áreas que eventualmente podem ser exploradas como esse tipo de base. E, sendo essa nova instalação no porto organizado, analisar como as operações poderiam ocorrer sem impactar a eficiência do porto.
A Câmara de petróleo e gás de Santos tem objetivo de trazer atividade offshore para a região. O estado de São Paulo está há muito tempo adormecido na área de petróleo e gás, que sempre foi bem explorada por Rio de Janeiro e Espírito Santo. São Paulo, por ser uma economia mais diversificada, talvez nunca tenha olhado para essa oportunidade. Estamos tentando mudar isso”, disse Pierotti à Portos e Navios. Na última reunião, realizada na terça-feira (09), participaram representantes do Sebrae, da Petrobras, da Saipem, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Subsecretaria de Petróleo e Gás do Governo do Estado, Geo Brasilis, Magral e da Metalock.
Fonte: Revista Brasil Energia