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Clippings - 02/06/10

Guarani dá ênfase à estratégia da Petrobras de crescer em etanol

Compra da Mandú amplia a produção de biocombustível da usina após entrada da estatal como acionista.

A Açúcar Guarani deu ontem um passo importante para ampliar sua produção de etanol, ao comprar a Usina Mandú por R$ 345 milhões. A aquisição, realizada após aporte de R$ 682,5 milhões feito pela Petrobras na empresa em abril, sinaliza a estratégia da Guarani de elevar o peso do bio-combustível em suas operações, que registraram receita liquida de R$ 1,4 bilhão na safra 2009/10, encerrada no mês passado.

O avanço ocorre depois de a Petrobras e a francesa Tereos Internacional anunciarem a compra de parte da Guarani por R$ 2,2 bilhões. Pelo acordo, a Petrobras Biocombustível terá 45,7/,, do capital social da Guarani ao custo de R$ 1,6 bilhão a ser investido nos próximo cinco anos – enquanto a Tereos desembolsará R$ 600 milhões.

A Guarani é estratégica para a Petrobras atingir seu objetivo de aumentar presença no mercado bioenergético (etanol e biodiesel). A meta da estatal é passar dos 424 milhões de litros produzidos em 2009, para 1,3 bilhão este ano.

A Petrobras, conforme antecipado pelo Brasil Econômico no mês passado, pretende atingir 700 milhões de litros de etanol vmdos da Guarani. A usina produziu 482 ixdlhões na safra 2009/10 e, para o exercício 2010/11, pretende adicionar 175 milhões com a aquisição da Mandú.

O montante deve mexer com a composição da receita da Guarani, que na safra 2009/10 esteve concentrada na produção de açúcar (67,3%). Na Mandú, o etanol é o carro-chefe, com
participação de 60%. De acordo com o comunicado divulgado ontem, a Guarani ampliará sua capacidade de moagem para 20,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 40% para produção de etanol.

O volume alçará a Guarani da quarta para a terceira posição no raking brasUeiro — atrás somente da Cosan (62 milhões) e Louis Dreyfus (36 milhões). A eficiência operacional da Mandú e as sinergias geradas pela proximidade com as nossas outras unidades industriais fazem desta uma transação muito positiva para a Guarani e seus acionistas, disse em comunicado o presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho.

A Mandú também adicionará 12 megawatts (MW)de energia elétrica à cogeração da Guarani, que na safra 2009/10 produziu 639 mil MW. Dívida alta no curto prazo A expectativa inicial do mercado era que a entrada da Petrobras na Guarani faria a empresa focar no saneamento de dívidas líquidas totais de R$ 1,145 bilhão, cujo vencimento de 52/o é de curto prazo.

Na semana passada, a companhia divulgou um posicionamento corrigindo uma informação anteriormente comunicada, e publicada pelo Brasil Econômico, de que a maior parte dos recursos aportados pela Petrobras seriam destinados à redução da dívida.

’De acordo com o novo comunicado, a maior parte dos recursos irá para investimentos. Com isso, a empresa indica que pode ir às compras com maior apetite, beneficiada pelo aporte de R$ 2,2 bilhões da Tereos e Petrobras.

INVESTIMENTO
R$ 345mi é o valor que a Açúcar Guarani pagou pela Usina Mandú. Compra feita após injeção de R$ 682,5 milhões pela Petrobras no final de abril.

PRODUçãO
20,6 de toneladas é a estimativa de produção de cana-de-açúcar da Guarani para a safra 2010/2011. O montante inclui 3,4 milhões de toneladas esperadas pela Mandú.

ETANOL
482 milhões
de litros do biocombustivel foram produzidos pela Guarani na safra 2009/2010. A Mandú adicionará 175 milhões de litros no exercício 2010/2011.