Em ataques dos EUA e Israel, bombas explodiram no maior campo de gás do mundo, o South Pars, e o no complexo de refinarias e tanques de armazenamento de Asaluyeh, no Irã, que reagiu atingindo alvos do mesmo tipo na Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar

O aumento dos bombardeios a instalações petrolíferas no Irã em ataque conjuntos dos EUA e Israel e a reação do país muçulmano com ataques que atingiram alvos semelhantes nos países vizinhos do Golfo Pérsico causou uma grande escalada do conflito do Oriente Médio nesta quarta-feira (18). O acirramento do conflito empurrou os preços para cima de novo, com o barril do tipo Brent encostando na cotação de US$ 110.
Bombas explodiram no maior campo de gás do mundo, o South Pars, e o no complexo de refinarias e tanques de armazenamento de Asaluyeh, no Irã, segundo relatos de agências de notícias iranianas não oficiais, como Fars e Tasnim.
Em retaliação, o Irã bombardeou cinco alvos de países do Golfo Pérsico – a refinaria Samref e o complexo petroquímico Al-Jubail, na Arábia Saudita; o campo de gás Al-Hosn, nos Emirados Árabes; além do complexo petroquímico Al-Mesaieed e a refinaria de Ras Laffan, ambos no Catar.
A nova escalada do conflito começou na noite de terça-feira (17) com ataques dos EUA no Estreito de Ormuz, em meio a pressão do presidente Trump para reabrir a rota crucial para o comércio global de petróleo.
O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que as Forças Armadas dos EUA lançaram bombas guiadas de penetração profunda contra instalações de mísseis iranianas ao longo do Estreito de Ormuz.
“Há poucas horas, forças dos EUA empregaram com sucesso múltiplas munições de penetração de 5.000 libras (2.300 kg) contra instalações de mísseis iranianas fortificadas ao longo da costa do Irã, próximas ao Estreito de Ormuz”, informou o Centcom em publicação no X na noite da terça-feira.
A arma foi desenvolvida para superar os desafios de atingir alvos fortificados profundamente enterrados, segundo um comunicado da Força Aérea dos EUA divulgado anteriormente
Segundo o Centcom, os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nesses locais representavam um risco para o transporte marítimo internacional no Estreito”, acrescentou o Comando Central. Na segunda-feira (16), o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, afirmou que a estratégia do governo dos EUA é reduzir rapidamente a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e em seus arredores.
A arma “foi desenvolvida para superar os desafios de atingir alvos fortificados profundamente enterrados”, segundo um comunicado da Força Aérea em 2021. Em um vídeo publicado no Facebook em 2023 pela Base Aérea de Nellis, militares descreveram a munição como “diferente de tudo que temos atualmente”.
Ao mesmo tempo, Israel voltou a fazer ataques para matar líderes do governo, anunciando hoje de manhã a morte em Teerã do ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que prometeu intensificar a guerra novas operações: “surpresas significativas são esperadas”, disse.
A tensão do conflito se leva a cada dia, com ataques a alvos civis no Irã e em Israel. Os países vizinhos do Irã vítimas de ataques elevaram o tom de críticas à guerra deflagrada pela coalização EUA/Israel.
O ministro das relações exteriores do Catar, Majed Al Ansari, disse que o ataque israelense contra instalações de energia do Irã é uma medida “irresponsável” em meio à escalada do atual conflito.
“Atacar infraestruturas energéticas constitui uma ameaça à segurança energética global, bem como aos povos da região e ao seu meio ambiente. Reiteramos, como já enfatizamos diversas vezes, a necessidade de evitar ataques contra instalações vitais”, disse o chanceler da monarquia árabe.
A Arábia Saudita realiza na noite desta quarta-feira (18), na capital Riad, uma reunião com países árabes e islâmicos para discutir a escalada da guerra na região com objetivo “aprimorar a consulta e a coordenação sobre formas de apoiar a segurança e a estabilidade regional”.
Fonte: Revista Portos e Navios