De acordo com relatório da U.S. Energy Information Administration (EIA), a Guiana tornou-se o terceiro país produtor de petróleo bruto não-Opep com o crescimento mais rápido entre os anos de 2020 a 2023

A Guiana tornou-se o terceiro país produtor de petróleo bruto não-Opep com o crescimento mais rápido entre os anos de 2020 a 2023, produzindo uma média anual de 98 mil bpd, analisou a U.S. Energy Information Administration (EIA) em relatório publicado nesta terça-feira (21).
A produção na Guiana foi iniciada em 2019 e, no início deste ano, aumentou para uma média de 645 mil bpd, sendo esses volumes originários do bloco Stabroek. O bloco é operado pela ExxonMobil (45%) em parceria com a Hess Guyana Exploration (30%) e com a CNOOC (25%).
Atualmente, há três FPSOs no bloco: Liza Destiny, Liza Unity e Prosperity, sendo os dois primeiros para o projeto de Liza e o segundo para o Payara. O consórcio em Stabroek planeja que a capacidade de produção atinja, até o final de 2027, 1,3 milhão de bpd.
Para o bloco, ainda há planos para desenvolver os projetos de Yellowtail, Uaru e Whiptail. “Se concretizado, o aumento da produção tornaria a Guiana o segundo maior produtor de petróleo bruto da América Central e da América do Sul, atrás do Brasil”, afirmou a EIA no relatório.
No entanto, a EIA destacou a incerteza deste consórcio no futuro, uma vez que a aquisição da Hess pela Chevron pode enfrentar atrasos. A Exxon e a CNOOC realizaram pedidos de arbitragem, reivindicando direitos de preferência sobre a participação de Hess em Stabroek.
Além disso, a EIA aponta que as operações de exploração em Stabroek e nos blocos próximos podem ser afetadas pela reivindicação de soberania da Venezuela sobre a região de Essequibo, que responde por mais de dois terços da área terrestre da Guiana. A Corte Internacional de Justiça (CIJ) decidiu em dezembro que a Venezuela não deve tomar nenhuma medida para interromper o status quo enquanto a CIJ julga o caso.
Fonte: Revista Brasil Energia